Um estudo estima que a Região Metropolitana de Curitiba pode reduzir em 24% o tempo de viagem no trânsito com o uso de metrô, VLT e mais BRTs. Além disso, o menor tempo nas ruas e avenidas pode resultar numa queda de 1.065 no número de vítimas de acidentes de trânsito.
Os números fazem parte do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério das Cidades, divulgado nesta quinta-feira (9) que coloca investimentos como determinantes para os resultados serem alcançados.
A previsão é de um incremento de R$ 11,73 bilhões a R$ 22,74 bilhões e atendimento a 915,19 mil passageiros/dia. Ao todo, o relatório reúne um banco de dados com 187 projetos de mobilidade urbana, que correspondem a mais de 3 mil km de metrôs, BRTs, trens e VLTs. Cada projeto acompanha mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos que permitem sua priorização.
O estudo mostra, por exemplo, o impacto de cada projeto na redução das emissões de poluentes e gases do efeito estufa (GEE) e em acidentes, além da previsão de embarques/dia e de investimento. Juntos, os projetos poderão evitar 27 mil vítimas da violência no trânsito e 3 milhões de toneladas anuais de CO₂, reduzir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento da população, gerando benefícios sociais superiores a R$ 400 bilhões.
Os impactos também se estendem à cadeia produtiva, com potencial para mobilizar mais de 1 milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários. O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026 e tem como foco as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil.




