A Sabesp concluiu o preenchimento da cratera aberta em Osasco e liberou duas das três casas que haviam sido interditadas. A terceira ainda aguarda avaliação do órgão responsável, segundo a companhia.
Os trabalhos no coletor de esgoto — que tiveram início em fevereiro com o objetivo de despoluir córregos — estão temporariamente suspensos enquanto as causas do incidente são investigadas.
“A Sabesp reafirma seu compromisso de reparar integralmente os danos e acompanhar cada caso individualmente até a completa solução da situação”, conclui a nota.
O episódio em Osasco é o mais recente de uma sequência de incidentes ligados à empresa.
Em maio, uma explosão no Jaguaré atingiu ao menos 46 imóveis, sendo dez totalmente destruídos. Duas pessoas morreram.
Em 4 de junho, um vazamento de gás ocorreu na rua Dr. Teodoro Baima, no Centro de São Paulo. A Sabesp admitiu que funcionários não seguiram os protocolos de segurança naquele episódio, mesmo após a empresa ter anunciado um novo protocolo apenas três dias antes do vazamento.
Já no dia 6 de junho, um rompimento de adutora atingiu a Avenida Luiz Pequini, em São Bernardo do Campo.
Governador e reguladora reagem
O governador Tarcisio de Freitas reconheceu a gravidade da situação em entrevista coletiva. “A gente tem hoje 1.200 canteiros de obra da Sabesp no estado. São muitas obras acontecendo e tem uma hora que você tem que dar uma parada. Vamos verificar procedimento, porque a gente não pode ter esse tipo de coisa acontecendo”, afirmou.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) comunicou ter aberto investigação para apurar as circunstâncias que levaram à formação da cratera em Osasco, sinalizando que eventuais irregularidades identificadas resultarão na aplicação de sanções.
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