A recuperação do Instituto de Educação Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, dá um novo passo nesta quinta-feira (16), com o início dos trabalhos de limpeza e estabilização estrutural do prédio histórico atingido por um incêndio em abril. A intervenção é considerada a primeira etapa do processo de reconstrução do imóvel, um dos patrimônios históricos mais importantes do Litoral do Paraná.
Nesta fase, serão realizados o fechamento provisório da área atingida pelas chamas, a instalação de uma cobertura temporária para proteger a estrutura, o escoramento e travamento das paredes remanescentes, além da retirada dos materiais danificados. O objetivo é garantir a segurança do edifício, evitar novos danos e preparar o espaço para as próximas etapas do restauro.
Para o chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Paranaguá, Paulo Penteado, o início dos serviços representa o começo efetivo da recuperação do instituto. “Essa fase é muito importante porque representa o início efetivo das ações de reconstrução e restauro do Instituto de Educação de Paranaguá. O início da limpeza e da estabilização mostra para toda a comunidade que a recuperação do instituto já está em andamento, com ações concretas desenvolvidas passo a passo”, afirmou.
Enquanto as obras começam, o Governo do Paraná mantém aberto um chamamento público para captar patrocinadores interessados em apoiar o projeto de restauração. Pessoas físicas e jurídicas podem apresentar propostas até 30 de julho, com cotas entre R$ 60 mil e R$ 200 mil destinadas à contratação de uma consultoria especializada que vai fazer os estudos e o acompanhamento técnico da obra. A reconstrução do prédio será custeada com recursos públicos.
O incêndio ocorreu em 4 de abril e atingiu parte da estrutura do imóvel, construído em 1927 e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná desde 1991. Apesar dos prejuízos materiais, ninguém ficou ferido. A escola atende mais de 1,6 mil estudantes e é referência na formação de docentes e no ensino público da região. Logo após o incidente, uma força-tarefa envolvendo a Secretaria de Estado da Educação, Fundepar, Corpo de Bombeiros e outros órgãos estaduais foi criada para avaliar os danos e definir as ações para a recuperação do prédio.




