Há uma expectativa permanente de que todo problema social tenha uma solução definitiva. As eleições reforçam essa ilusão.
Candidatos prometem resolver temas complexos, mas, quando chegam ao poder, descobrem que a realidade não cabe nos discursos de campanha.
A imigração é um exemplo. Europa e Estados Unidos convivem com um impasse que atravessa governos e divide a sociedade. Não faltam promessas; faltam respostas capazes de atender interesses opostos.
No Brasil, a educação ocupa esse lugar simbólico. Ela é apresentada como solução para tudo, mas nunca recebe a continuidade de uma verdadeira política de Estado.
O mesmo vale para a desigualdade social, um desafio que precisa ser enfrentado, mas dificilmente eliminado.
O maior erro da política não é tentar resolver esses problemas. É vender a ideia de que eles são simples. Em muitos casos, governar significa administrar impasses, não fingir que eles desaparecerão após a próxima eleição.
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