Flávio Bolsonaro nega conhecer homem apontado pela PF como chefe de milícia privada

Assessoria do senador levanta hipótese de imagem com Sicário ser gerada por IA, mas ferramentas de checagem não encontraram sinais de manipulação

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REUTERS/Alexandre Meneghini

Uma fotografia em que o senador Flávio Bolsonaro aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário, colocou o pré-candidato à Presidência no centro de uma controvérsia. A Polícia Federal identificou Mourão como o responsável pela coordenação do grupo A Turma, apontado como milícia privada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A assessoria de imprensa de Flávio declarou que o senador desconhece e jamais teve contato com a pessoa retratada na imagem. Em vídeo, o próprio Flávio afirmou: “Eu sou muito bem recebido por onde eu passo, tiro foto com todo mundo que me pede. Eu não tenho como saber quem é aquela pessoa que está tirando foto comigo, né?”

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A assessoria também levantou a hipótese de que a imagem poderia ter sido produzida por inteligência artificial. No entanto, ferramentas de detecção de IA usadas pelo site ICL encontraram sinais de manipulação, e a verificação feita pelo g1 com ferramentas de checagem não confirmou que a foto fosse falsa. A autenticidade da imagem, portanto, permanece sem conclusão técnica definitiva.

Quem era Sicário

De acordo com a Polícia Federal, o apelido Sicário — termo que designa assassino de aluguel — era utilizado por Luiz Phillipi Mourão. Sua prisão ocorreu durante a 3ª Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em março de 2026. Já detido, Mourão atentou contra a própria vida na cela onde estava recolhido, e investigadores confirmaram sua morte cerebral dias depois.

A PF apontou Sicário como líder do grupo A Turma, descrito como milícia privada a serviço de Vorcaro.

O filme e o dinheiro

A ligação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ganhou novos contornos em maio de 2026, quando o Intercept Brasil revelou tratativas em torno do financiamento do filme Dark Horse, longa-metragem dedicado à trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações foram posteriormente confirmadas pela TV Globo.

Conforme o Intercept Brasil, Vorcaro destinou ao projeto investimentos da ordem de R$ 61 milhões, distribuídos entre fevereiro e maio de 2025. Flávio admitiu ter buscado o banqueiro para captar recursos para a produção, mas rejeitou qualquer irregularidade: segundo ele, os contatos com Vorcaro se restringiam ao financiamento do filme e não havia qualquer relação espúria com o banqueiro.

Na prática, o caso reúne três linhas distintas: a foto com o miliciano, a morte de Sicário após a prisão e o financiamento do filme por um empresário investigado pela PF. Flávio nega conexão entre elas.

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