BNDES pede R$ 7,25 bi ao Tesouro para reforçar setores afetados por tarifas de Trump

Maior concentração das demandas está nos segmentos de máquinas, alimentos, fármacos, fertilizantes e minerais críticos

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) solicitou a liberação de R$ 7,25 bilhões à Secretaria do Tesouro Nacional, vinculado ao Ministério da Fazenda, para reforçar as linhas de crédito criadas pelo governo federal para ajudar setores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Os recursos seriam destinados para alimentar o FGE (Fundo de Garantia à Exportação), que financia o programa “Brasil Soberano”.

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O objetivo do programa é oferecer crédito a empresas afetadas por essas tarifas, pela guerra no Oriente Médio e por setores da indústria nacional. O plano nasceu depois que o presidente americano Donald Trump anunciou a elevação de tarifas de importação sobre produtos brasileiros em 25%.

Demanda cresce rápido

A adesão ao programa cresceu rapidamente, superando as projeções iniciais. Em maio, as solicitações registradas pelo BNDES giravam em torno de R$ 5 bilhões. Nas semanas seguintes, esse montante escalou para R$ 8,5 bilhões.

Atualmente, o total de pedidos protocolados chegou a R$ 18,4 bilhões, cifra que se aproxima do limite vigente do programa, que é de R$ 21 bilhões.

De acordo com apuração da Folha de São Paulo, a maior concentração das demandas está nos segmentos de máquinas e equipamentos, alimentos, fármacos, fertilizantes e minerais críticos.

Como o programa chegou a R$ 21 bilhões

O Plano Brasil Soberano foi desenhado para mobilizar até R$ 15 bilhões em crédito. Em março deste ano, uma medida provisória permitiu que o Fundo de Garantia à Exportação (FGE) financiasse as linhas do programa.

Em maio, o BNDES anunciou um acréscimo de R$ 6 bilhões de recursos próprios. Com isso, a capacidade total de financiamento subiu para R$ 21 bilhões.

Na primeira parcela, o Tesouro havia disponibilizado aproximadamente R$ 7,75 bilhões ao banco. Com os recursos já comprometidos, o BNDES aguarda agora a aprovação dos R$ 7,25 bilhões solicitados para manter o atendimento às empresas interessadas em crédito pelo programa.

Na prática, o que está em jogo é a capacidade de o governo manter o fluxo de financiamento para indústrias que dependem do mercado americano ou de insumos importados, e que sentiram o impacto direto das tarifas de Trump no caixa.

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