Após mais de três meses de paralisação provocada pela greve de professores e técnicos-administrativos, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro deu mais um passo para reorganizar o calendário acadêmico.
O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão aprovou nesta quinta-feira uma resolução que redefine os semestres letivos de 2026 para os cursos presenciais de graduação.
A medida adequa o calendário para garantir o cumprimento das exigências legais, como as 18 semanas de aula por semestre, os 200 dias de trabalho acadêmico por ano e a carga horária mínima prevista para cada disciplina.
Pelo novo cronograma, o semestre 2026.1, cujas aulas foram retomadas na última segunda-feira, será encerrado em 31 de outubro, após o período de provas. Já o semestre 2026.2 terá início com a inscrição em disciplinas em novembro, as aulas começam no dia 18 de novembro e seguem até abril de 2027.
A Pró-Reitoria de Graduação ainda vai divulgar o calendário detalhado com datas de avaliações e demais atividades acadêmicas. Entre os dias 17 e 24 de julho, também estará aberto o SAID, Sistema de Alteração de Inscrição em Disciplinas, período em que os estudantes poderão ajustar a matrícula.
O Conselho recomendou ainda que não sejam aplicadas avaliações até o fim desse prazo e que as faltas registradas durante o SAID não sejam determinantes para a reprovação por frequência.
A divulgação do novo calendário também gerou reações entre os estudantes nas redes sociais. Muitos reclamam do intervalo curto entre o fim do primeiro semestre e o início do segundo, da extensão do ano letivo até abril de 2027 e da dificuldade para conciliar a rotina acadêmica com estágios, trabalho e outros compromissos.
Também há questionamentos sobre possíveis impactos no planejamento das férias e no calendário de formaturas.
Apesar da reorganização do calendário, a situação na universidade ainda não está completamente normalizada. Os técnicos-administrativos decidiram, em assembleia realizada na última terça-feira, manter a greve da categoria.
Segundo o sindicato, os servidores só vão encerrar a paralisação quando houver garantia da manutenção do vale-refeição de 500 reais. A categoria também cobra a publicação oficial do auxílio-saúde e defende que a universidade adote medidas para assegurar a continuidade dos benefícios enquanto as negociações com o governo do estado avançam.




