Lula aguarda Trump falar antes de responder ao tarifaço de 25%

EUA confirmaram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; CNA alerta que agro pode perder 36,5% das exportações ao mercado americano

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Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula declarou, nesta sexta-feira (17/07), que aguardará uma manifestação de Donald Trump antes de se posicionar sobre o tarifaço americano. O presidente falou durante visita à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, em evento dedicado a ampliar o acesso de mulheres a serviços de saúde.

“Eu falei para caramba e não falei do tarifaço. Não vou falar, porque a notícia tem que ser o SUS [Sistema Único de Saúde], a notícia tem que ser as nossas carretas, a notícia tem que ser o tratamento das mulheres. Por isso, vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei”, afirmou o presidente.

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Uma nova alíquota de 25% incidente sobre produtos brasileiros foi confirmada pelos Estados Unidos nesta semana. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor agropecuário exportado ao mercado americano terá 36,5% de seus produtos afetados pela medida.

Lula também reforçou que o Brasil não se deixará enganar. “Porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”, afirmou.

O presidente ainda defendeu a soberania do país. “Esse país precisa estar de cabeça erguida, porque esse país não aceita que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Queremos respeito da mesma forma que damos respeito para todo mundo”, declarou.

Governo articula resposta ao tarifaço

Enquanto Lula aguarda a próxima fala de Trump, o governo federal já iniciou discussões internas sobre como mitigar os efeitos das novas tarifas. O Ministério das Relações Exteriores segue em contato com autoridades americanas.

O chanceler Mauro Vieira foi além: afirmou que o Brasil contestará na Justiça as restrições que considerar incompatíveis com as regras do comércio internacional.

O governo avalia ainda estratégias para expandir as vendas brasileiras a mercados alternativos, como Ásia, Europa e Oriente Médio, buscando compensar possíveis perdas no mercado americano.

Leia mais: Publicidade de bets ganha regras mais rígidas e exige alerta sobre riscos a partir desta sexta (17/07)

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