O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou, nesta terça-feira (14/7), em entrevista exclusiva à TMC, que o ex-presidente Bolsonaro não cometeu crime ao escrever uma carta para se comunicar com o eleitorado.
À TMC, o dirigente do PL disse que o que Bolsonaro fez “não é proibido” e, ainda, que “ele quis mostrar que Flávio é candidato, e isso é muito importante”. Ele ainda completou afirmando que acredita que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), favorece Flávio, uma vez que a sociedade não irá achar certo proibir um filho de visitar o pai doente.
No texto lido no último sábado (11/7) por seu filho mais velho, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-chefe do Planalto diz: “Escrevo em um momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas, deixar as diferenças de lado e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção e da violência”, diz um trecho da carta.
Após a divulgação da carta, Moraes determinou que o filho mais velho do ex-mandatário está proibido de visitá-lo durante 90 dias.
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Na decisão, ele ainda destaca que: “A conduta de Flávio Bolsonaro, como instrumento de promoção política de sua pré-candidatura à Presidência da República, com a divulgação de vídeo em rede social e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto, pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação, devendo ser apurada pelo Ministério Público Eleitoral”, escreveu o ministro.
Flávio rebate
Em resposta ao ministro, o parlamentar afirmou, por meio de sua equipe de campanha, que: “A decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro de visitar o próprio pai em razão da divulgação de uma carta escrita pelo presidente Jair Bolsonaro deixa clara a adoção de dois pesos e duas medidas na atuação do Judiciário, quando comparada ao tratamento dado ao presidente Lula no período de sua prisão.”




