PF apreende carros de luxo ligados ao ‘Careca do INSS’

BMW M5 e Audi R8 foram recolhidos em garagem no DF; PF quer descapitalizar apontado como principal operador do esquema de descontos indevidos

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Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS
(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Nesta terça-feira (21/07), a Polícia Federal (PF) realizou a apreensão de veículos de luxo em uma garagem localizada no Distrito Federal. Os automóveis têm como proprietário apontado Antonio Carlos Camilo Antunes, o chamado ‘Careca do INSS’, nome que aparece como o principal operador do esquema alvo da Operação Sem Desconto.

Entre os modelos recolhidos estão um BMW M5, um Audi R8 V10 e um Chevrolet Opala Diplomata, conforme imagens divulgadas pela PF. A informação de que os carros estão ligados a Careca do INSS é da TV Globo.

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A autorização para o mandado de busca e apreensão partiu do ministro André Mendonça, que atua como relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação

Investigada pela Operação Sem Desconto, a fraude consiste em cobranças irregulares descontadas diretamente dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atingindo aposentados e pensionistas em todo o país, que tiveram sua renda mensal reduzida de forma indevida.

Na semana anterior a esta terça-feira (21/07), a PF concluiu a primeira fase da investigação. O relatório produzido tem 265 páginas e foi apresentado ao ministro André Mendonça.

O total de indiciados chegou a 48 pessoas. O grupo inclui Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, Virgílio de Oliveira Filho, ex-procurador-geral da autarquia, André Fidelis, ex-diretor de benefícios, além do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes. De acordo com a PF, os quatro se encontram em prisão preventiva desde o ano passado.

Veículos e próximos passos

A apreensão desta terça não é um episódio isolado no caso. Em março, uma ação anterior já havia resultado no recolhimento de carros e motos, e o ministro André Mendonça deferiu o encaminhamento desses bens — avaliados em R$ 6,6 milhões — a leilão.

Os resultados da investigação seguirão para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem caberá definir o próximo passo: oferecer denúncia formal, requerer novas diligências ou arquivar o processo.

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