Deputados do Partido dos Trabalhadores afirmaram à TMC que vão protocolar uma queixa-crime contra o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro.
O PT argumenta que o parlamentar levantou falsas informações sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas durante reunião com cerca de cinquenta diplomatas. Em discurso, Flávio mencionou dados inverídicos sobre a atuação da empresa venezuelana Smartmatic no Brasil.
“Uma das suspeitas é que tenha uma programação para alteração das votações naquele país”, disse o senador. “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, acrescentou.
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A mesma companhia aparece em documentos da CIA divulgados pela gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada.
O Tribunal Superior Eleitoral desmentiu a informação. “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, disse a Corte Eleitoral.
Para os parlamentares do PT ouvidos pela TMC, Flávio segue uma tendência já praticada por outros integrantes da família Bolsonaro. “O irmão [Eduardo bolsonaro] foi aquele que disse que com um cabo e um soldado fecharia o STF. Depois o pai [Jair Bolsonaro] reuniu embaixadores para dizer que as urnas eletrônicas no Brasil eram fraudáveis. Agora o filho [Flávio Bolsonaro] repete a mesma coisa”, lembrou um deputado do PT.
Jair Bolsonaro se reuniu com Embaixadores e ficou inelegível
No dia 18 de julho de 2022, o então presidente Jair Bolsonaro reuniu dezenas de diplomatas no Palácio da Alvorada para levantar suspeitas já desmentidas por órgãos oficiais sobre a segurança das urnas eletrônicas. Na ocasião, Bolsonaro disse que elas eram fraudáveis. Por utilizar o Palácio da Alvorada e a estrutura do governo para disparar informações infundadas, o ex-presidente ficou inelegível por decisão do TSE. O motivo foi abuso de poder político e econômico.