Em entrevista à TMC para analisar os novos números da pesquisa PoderData/AYA para as eleições presidenciais de 2026, Matheus Netzel, diretor do PoderData, destacou um momento de inflexão no cenário eleitoral.
Pela primeira vez nos levantamentos do instituto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece liderando a disputa de primeiro turno fora da margem de erro, superando nominal e tecnicamente o pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Apesar de o cenário geral demonstrar estabilidade desde o mês de maio, o diretor observou uma tendência de queda por parte de Flávio.
“O que a gente vê de maio para cá, desde a primeira pesquisa do PoderData, é uma estabilidade muito grande, especialmente do pré-candidato presidente Lula, que tem 40%. E uma variação pequena, negativa do Flávio Bolsonaro nas últimas pesquisas”, pontuou Netzel.
A rejeição como fator decisivo para a vitória
A pesquisa também investigou o teto de apoio de cada pré-candidato e o peso do voto consolidado. Netzel explicou que Lula usufrui de uma pequena vantagem nesse quesito, detendo uma fatia maior de eleitores que declaram votar nele “com certeza”.
No entanto, o diretor do PoderData avalia que o fator determinante para o desfecho do pleito de outubro deve ser o controle dos altos índices de rejeição compartilhados por ambos os líderes.
Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro registram rigorosamente a mesma taxa de rejeição: 48% dos entrevistados afirmam que não votariam em nenhum deles de jeito nenhum.
Diante desse cenário polarizado, surge um grupo estratégico de eleitores, segundo Matheus Netzel. “A gente tem 17% dos eleitores que diz que escolhe seu candidato porque rejeita todos os outros. E é esse grupo de eleitores que deve decidir a eleição para um lado ou pro outro”, explicou o diretor.
Netzel enfatizou que o segredo da vitória reside na capacidade de dialogar com essa parcela do eleitorado: “O candidato que se sair melhor em reduzir essa rejeição e captar esse grupo de eleitores (…) essa é a grande chave do sucesso para vencer essa eleição.”
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