A União Europeia deu sinal verde, nesta quarta-feira (22/07), para a fusão entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery, negócio avaliado em US$ 110 bilhões. A aprovação partiu da Comissão Europeia, mas está condicionada a restrições sobre como a empresa poderá operar na distribuição de filmes dentro do continente.
No entanto, a megafusão ainda encontra resistência nos Estados Unidos. Uma coalizão encabeçada pelo Estado da Califórnia, à qual se somaram outros 11 Estados, conseguiu na semana passada que a Justiça norte-americana impusesse uma paralisação temporária do negócio, sob o argumento de que a operação representa risco à livre concorrência.
A Comissão Europeia exigiu dois compromissos da Paramount Skydance. O primeiro é encerrar a *joint venture* (parceria de distribuição) que mantém com a Universal Pictures na Europa. O prazo para isso é de até 13 meses após o fechamento da operação.
O segundo compromisso tem prazo mais extenso. A Comissão Europeia determinou que, pelos próximos 10 anos, a Paramount Skydance está impedida de celebrar novos acordos com a Universal para distribuição de filmes em território europeu.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Justiça dos EUA já havia dado sua aprovação à fusão, segundo a Reuters. No Brasil, o caminho também estava livre: a Superintendência Geral do Cade concluiu em (08/07) que a operação não representa ameaça à competição no setor de entretenimento nacional, e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ratificou o aval.
A decisão do Cade, porém, ainda não é definitiva. Ela será validada automaticamente se nenhum conselheiro do Tribunal do Cade solicitar uma análise mais aprofundada nos próximos 15 dias.
Do lado contrário, a Writers Guild of America, o sindicato dos roteiristas de Hollywood, também moveu uma ação judicial contra a fusão, segundo a Reuters.
O risco financeiro do bloqueio nos EUA
O bloqueio judicial americano pode sair caro para David Ellison, presidente-executivo da Paramount. Caso a suspensão persista após 30/09 de 2026, ele ficará obrigado a desembolsar US$ 7 milhões por dia aos acionistas da Warner Bros. Discovery.




