O Secretário de estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quinta-feira (23/07) que o Irã está “implorando” para fazer um acordo com os EUA.
A declaração foi dada em resposta ao jornalistas que o questionaram sobre as recentes ameaças de Donald Trump de bombardear pontes e usinas de energia do Irã caso ataques ocorressem no Estreito de Ormuz.
Rubio descreveu a postura americana com uma frase direta: “A política do presidente é ‘uma cabeça por um olho’. Quer dizer, honestamente, é isso que vai acontecer”, disse ele.
Irã pede acordo, mas rompe cessar-fogos, diz Rubio
O secretário de Estado afirmou também que o Irã tem buscado negociação, direta e indiretamente. Segundo Rubio, “O Irã está nos implorando, direta e indiretamente: ‘Vamos fazer um acordo. Vamos conversar. Vamos conversar’.”
Mas ele foi categórico ao avaliar a credibilidade iraniana: “aqueles que estão no comando lá ou o rompem ou querem alterá-lo”, disse, referindo-se aos acordos de cessar-fogo.
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“Então, eles continuarão a pagar um preço, e esse preço só aumenta a cada noite”, acrescentou o secretário.
Rubio também foi direto sobre a disposição americana de negociar: “No momento, ao que parece, eles ainda não caíram em si; por isso, o presidente não vê muita utilidade em responder às suas iniciativas agora, pois, francamente, o Irã claramente não está pronto para fechar um acordo — ou, pelo menos, não um que estejam dispostos a cumprir.”
Teerã responde com doutrina de “olho por olho”
Nessa quarta-feira (22/07), o diplomata principal do Irã, Abbas Araghchi, publicou uma declaração sobre a doutrina de defesa do país. Ele a descreveu como “olho por olho”.
Araghchi alertou que “Qualquer agressão contra o Irã, incluindo contra a nossa infraestrutura, provocará uma resposta poderosa e decisiva”.
Esmaeil Baqaei, que responde pela comunicação oficial do Ministério das Relações Exteriores iraniano, reagiu de forma ainda mais contundente às ameaças de Trump, classificando-as como manifestamente ilegais e criminosas.
Disputa pelo controle das rotas marítimas
No centro da disputa está a soberania sobre a navegação no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho, duas das rotas mais estratégicas do comércio global. Grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio transita por esses corredores marítimos, e qualquer bloqueio ou conflito nessas águas repercute diretamente nos preços de combustíveis e produtos em todo o mundo, inclusive no Brasil.




