O atacante holandês Memphis Depay entrou oficialmente em sua última semana de contrato nesta sexta-feira (24/07). Correndo contra o tempo para renovar com seu camisa 10, o Corinthians também busca uma definição rápida tendo em vista os quatro transfer bans que está enfrentando. A TMC apurou para entender a situação.
Embora tenha contrato até 31 de julho, Memphis não consta mais como jogador do Corinthians nos sistemas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Brasileira de Futebol (FPF) por erro do próprio clube. Na hora de registrar o contrato, o Alvinegro acabou colocando a data 20 de junho. São, portanto, duas situações.
Mesmo com os transfer bans, o Corinthians pode registrá-lo novamente nas federações desde que comprove que foi um erro do clube e que, na verdade, Memphis possui um registro longevo. Isso é algo considerado fácil se tratando de inscrições.
Contudo, a CBF reconhece apenas contratos de pelo menos três meses e no máximo cinco anos, o que pode gerar empecilhos. “O CETE (Contrato Especial de Trabalho Esportivo) terá prazo determinado, com duração mínima de 3 meses e máxima de 5 anos”, diz o artigo 46 do Regulamento Geral de Registros da entidade.
Em relação à renovação em si, o Timão não precisa, necessariamente, registrar um novo contrato antes de 31 de julho. O mais importante é que o contrato seja gerado.
Como assim “gerar o contrato”?
Antes de um contrato ser protocolado nas federações, é preciso colher assinatura das partes envolvidas. Portanto, é dado um prazo de 30 dias para esse processo, contado desde o dia em que ele foi gerado.
Se o Corinthians, por exemplo, gerar o novo contrato de Memphis Depay no dia 30 de julho, terá até 30 de agosto para protocolá-lo no BID.
O prazo para isso é 31 de julho, quando acaba o contrato de Memphis Depay com o Corinthians. Caso o Alvinegro emita este novo vínculo em 1º de agosto ou depois, este acordo seria considerado um novo contrato e barrado por causa dos transfer bans, como se fosse uma nova contratação, não uma renovação.
Os transfer bans que o Corinthians está tendo que lidar
Neste momento, o Alvinegro está lidando com quatro transfer bans. Para resolver as situações, o Timão vai ter que desembolsar por volta de R$ 23,09 milhões. Três punições foram movidas na Fifa e uma em âmbito nacional. São elas:
| Motivo do transfer ban | Valor na moeda original | Valor em real (US$ 1 = R$ 5,09) (€ = R$ 5,8) |
| Dívida com o Philadelphia Union pela compra de José Martinez + despesas do processo | US$ 1,425 milhão + US$ 100 mil | R$ 7,7 milhões |
| Multas pelas punições referentes aos casos de Martínez, Charles e Talles Magno | US$ 225 mil | R$ 1,1 milhão |
| Parcela em atraso do acordo com a CNRD | US$ 1,57 milhão | R$ 8 milhões |
| Dívida com o Midtjylland pela compra de Charles + despesas do processo | € 1 milhão + US$ 85 mil | R$ 6,2 milhões |
| Total: | US$ 3,4 milhões + € 1 milhão | R$ 23,09 milhões |




