Durante participação no programa TMC 360, apresentado pelo jornalista Felipe Bueno, o senador Rogério Marinho (PL-RN) analisou o cenário da pré-candidatura de seu campo político e defendeu que o momento exige olhar para o passado para “não repetir erros e potencializar acertos”.
Questionado sobre como recuperar eventuais desgastes no processo eleitoral, o parlamentar adotou um tom otimista ao comparar a conjuntura atual com a da última disputa presencial.
“Se fizermos um corte temporal e voltarmos a 2022, nessa época do ano, nós tínhamos uma diferença de 14, 15 pontos percentuais (…). A mediana das pesquisas dá em torno de 3 pontos percentuais”, pontuou o senador.
Crescimento de palanques e consolidação no campo conservador
Para sustentar a viabilidade da pré-candidatura, Marinho destacou a expansão das bases nos estados. Segundo ele, enquanto a campanha de 2022 iniciou com cerca de 10 palanques regionais estruturados, a articulação atual já contabiliza mais de 20.
O líder oposicionista também destacou o desempenho de Flávio Bolsonaro, afirmando que o pré-candidato ocupa uma posição “absolutamente ímpar” frente a nomes do mesmo espectro ideológico, figurando com cerca de um terço da preferência dos eleitores nas pesquisas de primeiro turno. Para Marinho, a presença do grupo em um eventual segundo turno é certa, etapa em que pretendem apostar no confronto de propostas e de dados socioeconômicos.
O fim da reeleição como bandeira central
Outro ponto de destaque na entrevista foi a crítica direta ao instituto da reeleição no Brasil. Rogério Marinho classificou o dispositivo, aprovado durante o governo Fernando Henrique Cardoso, como “o grande câncer da política brasileira”, argumentando que governantes reelegíveis costumam pautar suas decisões pelas urnas e não pelo futuro do país.
Nesse sentido, o senador enfatizou o compromisso assumido por Flávio Bolsonaro de abrir mão de uma possível reeleição caso seja eleito:
- Foco no longo prazo: Marinho argumenta que governar sem a meta da reeleição prioriza as próximas gerações, não os pleitos futuros;
- Espírito público: o parlamentar citou a medida como um gesto de desprendimento necessário para enfrentar com resolutividade os problemas estruturais e recolocar o Brasil no caminho da prosperidade.




