A equipe que estava de plantão no dia em que uma jovem teria sofrido negligência médica durante o parto vai prestar esclarecimentos à Polícia Civil. Nas próximas semanas, médicos e outros profissionais do Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, na Baixada Fluminense, vão ser chamados para serem ouvidos por agentes que investigam o caso. O episódio envolvendo Taíssa da Silva Neres, de 20 anos, foi revelado em primeira mão pela reportagem da TMC.
A família afirma que Taíssa permaneceu por cerca de onze horas em trabalho de parto, mesmo relatando dores intensas. O parto foi realizado por uma enfermeira obstetra, sem a presença de médico obstetra ou pediatra no momento do nascimento. Parentes da jovem afirmam, que na ocasião, a mulher estava sem uniforme, e usava uma blusa do Brasil.
Horas depois do parto, o bebê, Davi Luiz Neres Lima Araujo, apresentou dificuldade para respirar. Os pais dizem que procuraram ajuda da equipe de enfermagem diversas vezes durante a madrugada, mas receberam a orientação de que o choro era normal. Na manhã seguinte, a criança foi levada para a UTI, mas morreu no dia 26 de junho.
Na quinta-feira (23/07), Houston da Silva Lima, que seria tio do bebê prestou depoimento na delegacia de Mesquita. Segundo informações apuradas pela TMC, os policiais civis agora devem analisar o prontuário médico da mãe e da criança.
Após o parto no fim de junho, Taíssa voltou ao Hospital da Mãe. Exames constataram restos de placenta no útero. Ela foi transferida para o Hospital Estadual da Mulher, em São João de Meriti, mas morreu enquanto aguardava cirurgia.
Depois da TMC revelar o episódio, diversas famílias buscaram a reportagem para denunciar outros problemas relatados às duas unidades. A Defensoria Pública informou que vai oficiar o Hospital da Mãe em busca de esclarecimentos.




