Fernando Haddad formalizou, neste sábado (25/07), em convenção realizada em Campinas, sua postulação ao cargo de governador de São Paulo. O evento contou com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva, chefe do Executivo federal. A disputa eleitoral está marcada para outubro.
A mesma convenção confirmou Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Haddad. Para as vagas ao Senado, a coligação progressista homologou as candidaturas de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Ao discursar, Haddad reconheceu o desafio que tem pela frente. Segundo ele, é muito difícil o campo progressista ganhar em São Paulo. “Se fosse fácil, eu não sei se eu seria candidato”, afirmou o petista. Ele também declarou contar com o apoio dos presentes para vencer em outubro.
Críticas à gestão Tarcísio
Haddad direcionou críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual ocupante do cargo que disputa. Segundo o candidato do PT, Tarcísio não é cobrado por resultados em segurança, saúde e educação.
“O que é possível disputar com o Tarcísio se tudo está indo para trás e ele não é cobrado por nenhum resultado na segurança, na saúde, na educação?”, questionou Haddad durante o evento.
O candidato também citou dados da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) para embasar as críticas. Segundo a fundação, a população em situação de rua cresceu 82% no Estado. “Esse que diz que acabou com a cracolândia viu a população em situação de rua aumentar 82%, segundo a Fundação Seade”, disse Haddad. “Como é que alguém bate no peito para falar da população de rua com esses indicadores?”, completou.




