PL confirma nomes para eleições e garante parceria com PP e União Brasil no Rio

Partido aguarda indicação da Federação para os nomes de vice-governador e segunda vaga ao Senado

Por , Rio de Janeiro | Atualizado em:
Douglas Ruas aparece à frente das bandeiras do Brasil e do Rio.
(Foto: Alerj/Divulgação)

O PL confirmou em convenção, nesta sexta-feira, os nomes do partido para as eleições pelo Rio de Janeiro em 2026: Douglas Ruas, para o governo do Estado, e Carlos Portinho, ao Senado.

A legenda ainda negocia, no entanto, com a federação PP e União Brasil a indicação de quem virá na vice da chapa de Ruas. Rogério Lisboa foi anunciado em fevereiro, mas desistiu da pré-candidatura cinco meses depois.

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Apesar da indefinição, o presidente estadual do PL, Altineu Cortes, garantiu que a federação confirmará nos próximos dias o candidato a vice e também o segundo nome da direita para o Senado.

“A gente faz política honrando a palavra, né? E nós temos a palavra do deputado Luizinho, que é o presidente do PP, e do Antônio Rueda, que é o presidente da Federação, que a Federação vai ficar conosco. Eu acho que a gente não terá nenhuma mudança nisso. A Federação estará aqui na coligação. A definição da candidatura, tanto do vice quanto da vaga ao Senado, cabe à Federação, e eles vão se posicionar sobre isso”, afirmou.

O ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella tinha sido anunciado pela coligação como o pré-candidato a segunda vaga no Legislativo, mas o envolvimento dele em uma operação da Polícia Federal atrasou a confirmação.

Presidente da Assembleia Legislativa, está será a primeira vez que Douglas Ruas concorre ao governo estadual. Até então aliado de Cláudio Castro, o deputado se afastou do ex-governador e prometeu diminuir o número de secretarias no Executivo. Na gestão de Castro, eram 32 no total.

“Reduzir significativamente. Não há de se falar em mais de 22 secretarias em hipótese alguma”, disse.

Carlos Portinho concorre à reeleição no Senado. Líder do PL na Casa Legislativa há seis anos, afirmou que seguirá na bandeira do impeachment de ministros do STF.

“Assinei diversos pedidos de impeachment, sou autor de um dos pedidos de impeachment, inclusive que diz respeito ao crime que aconteceu contra o senador Marcos do Val, que fique bem claro. E o que a gente quer é recuperar a normalidade democrática no país. O que a gente quer é que cada um jogue dentro das quatro linhas, como diz o presidente Bolsonaro. O que a gente não quer é que o Poder Judiciário se sobreponha aos demais poderes. O que a gente quer é discutir o STF. O STF se afastou da sociedade”, criticou.

O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro também participaram da convenção por chamada de vídeo. Os dois fizeram as pazes publicamente nos últimos dias depois do rompimento em maio, quando Michelle expôs o atrito na família.

Em discurso, Flávio afirmou que a direita precisa resgatar a democracia e atacou o presidente Lula e o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, adversário de Douglas Ruas nas eleições estaduais.

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