O Partido Liberal (PL) oficializou neste sábado (25/07) a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência da República. A convenção teve a presença física do presidente argentino Javier Milei e exibiu uma mensagem em vídeo gravada pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que declarou: “Quero parabenizar você e o lançamento oficial da sua campanha. Você é um grande campeão do Brasil, um grande campeão da amizade entre nossos povos, e eu sei que você levará o Brasil a patamares mais elevados”.
Milei, por sua vez, declarou em discurso que Flávio é “o único capaz de vencer Lula” na disputa presidencial.
Promessas sobre Israel
Caso vença a eleição, Flávio Bolsonaro declarou que o Brasil passaria a ser um aliado de Israel. Em junho, durante um discurso dirigido à comunidade judaica de Buenos Aires, o senador comprometeu-se a transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém e a reatar a representação diplomática por meio da indicação de um novo embaixador ao país.
Desde maio de 2024, o posto de embaixador brasileiro em Israel permanece vago. A lacuna é reflexo da crise diplomática entre os dois países, agravada depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva equiparou a operação militar israelense na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus perpetrado pelo nazismo. Em reação, o governo Netanyahu declarou Lula persona non grata em fevereiro de 2024 — expressão diplomática que sinaliza que um líder estrangeiro não é bem-vindo no país.
Na prática, a ruptura significa que o Brasil opera sem representante formal em Israel há mais de um ano. A promessa de Flávio de nomear um novo embaixador e mudar a sede da missão diplomática para Jerusalém, cidade que Israel reivindica como capital, mas que a maioria dos países não reconhece oficialmente como tal, representa uma mudança direta nessa relação.
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