Em Santa Catarina, na cidade de Concórdia, uma ação coordenada pela prefeitura tenta retirar 424 gatos que viviam aglomerados em um apartamento. Em imagens, é possível identificar os animais ocupando cômodos inteiros, janelas e o interior de móveis.
Segundo a Diretoria de Proteção Animal, todos os gatos nasceram no próprio apartamento. A tutora do imóvel nunca adotou animais de rua, mas é abertamente contra a castração e doação dos bichano.
Ao longo de 10 anos, a reprodução ocorreu de forma descontrolada e, em sucessivas ocasiões, a tutora recusou ajuda de ongs e clínicas veterinárias.
Segundo análise dos veterinários que participaram da ação, parte dos gatos está doente, com sinais de ferimentos na boca e magreza extrema pela fome. Na avalição dos especialistas, as condições precárias e o excesso de animais no espaço contribuíram para o agravamento da saúde dos bichos, que ocasionaram em óbitos.
Em abril, o município assinou um acordo com a tutora após ação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Porém, a tutora não apresentou melhoras para situação de precariedade em que se encontrava os felinos.
O Instituto Federal Catarinense (IFC) vai apoiar o atendimento veterinário. Os gatos também passarão por microchipagem. Antes da castração, os animais ficarão em quarentena no próprio apartamento para receber tratamento das doenças identificadas. Após esse processo, os gatos serão direcionados a ONGs de Proteção Animal para adoção.
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