Milhares de pessoas participaram de atos pelo Dia Internacional da Mulher em diversas cidades brasileiras neste domingo (08/03). As mobilizações ocorreram no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Em Copacabana, manifestantes fincaram cruzes na areia com a mensagem “Parem de nos matar”.
O país registrou 1.518 casos de feminicídio em 2025. O número representa uma marca recorde de assassinatos de mulheres no Brasil.
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Mobilização no Rio de Janeiro
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) organizou o primeiro ato na Praia de Copacabana às 8h. Mulheres instalaram cruzes na areia na altura do Posto 3.
O ato principal começou às 11h. A Escola de Teatro Popular apresentou bateria de som e uma boneca de Marielle Franco no estilo dos tradicionais bonecos de Olinda. Os manifestantes caminharam em trio elétrico do Posto 3 até o Posto 1. Líderes políticos e sindicais fizeram discursos durante a caminhada.
Copacabana foi palco há poucas semanas de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. O crime abalou a cidade.
Katia Branco, representante da CTB, declarou: “O 8 de março é um dia de reflexão, mas também de luta. Fincamos essas cruzes no maior cartão postal do Brasil, a Praia de Copacabana, para conscientizar as pessoas, especialmente os homens, que o feminicídio precisa acabar.“
Luyara Franco compareceu ao ato representando o Instituto Marielle Franco. Ela é filha da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. Luyara afirmou: “Há uma semana tivemos a condenação dos mandantes do assassinato da minha mãe (Marielle), que mostrou que os milhares de votos que ela recebeu não foram em vão. Vamos seguir lutando.“
A ministra da Igualdade Racial Anielle Franco participou da manifestação. As deputadas Jandira Feghali, Benedita da Silva e Talíria Petrone também estiveram presentes.
Atos em São Paulo
A Avenida Paulista recebeu pelo menos duas manifestações. Uma ocorreu pela manhã. A segunda estava programada para as 14h.
A deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) participou do ato matinal. A vereadora Ana Carolina Oliveira (Podemos) e Renata Abreu, presidente do Podemos, também compareceram.
O ato vespertino reuniu representantes da esquerda. A vereadora Luana Alves (PSOL) estava entre as participantes. Os temas centrais incluíram feminicídio, melhores condições de trabalho, fim da escala 6×1 e retomada do aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha.
Salvador e outras capitais
O Movimento 8M organizou a manifestação em Salvador. O coletivo reúne organizações e entidades locais sobre o tema. A convocação utilizou o lema: “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”.
Manifestações foram confirmadas em todas as capitais e grandes cidades brasileiras.
Outras reivindicações
As mobilizações incluíram demandas além do combate ao feminicídio. Os manifestantes pediram o fim da escala 6 x 1, o direito ao aborto e o aumento da participação feminina na política nacional.
Mulheres de diversas idades caminharam pela orla carioca. Elas usavam adesivos e camisetas com frases como “não é não”, “eu quero viver sem medo” e “a vergonha precisa mudar de lado”.




