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Justiça bloqueia R$ 376 mi em ações do BRB ligadas a investigados do caso Master

Decisão liminar ocorre no contexto da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo a instituição de Vorcaro

Por Redação TMC | Atualizado em
Logotipo do Banco Master é exibido em prédio da instituição em São Paulo
Câmera Fotográfica (Foto: Amanda Perobelli/Reuters)

A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) pertencentes a investigados na Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

A decisão, concedida em caráter liminar pela 13ª Vara Cível do DF, atende a pedido do próprio BRB. Segundo fato relevante divulgado pela instituição nesta quinta-feira (26), o bloqueio atinge participações avaliadas em cerca de R$ 376,4 milhões e impede a alienação dos ativos.

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Na prática, os acionistas atingidos pela medida ficam proibidos de vender suas participações. O valor poderá ser utilizado futuramente para eventual recomposição do patrimônio do banco, caso sejam confirmados prejuízos. O processo tramita sob sigilo.

O BRB é investigado pela aquisição de mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master com indícios de fraude. A estimativa inicial aponta para um prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões, mas o impacto exato deverá ser conhecido com a divulgação do balanço da instituição, prevista para março.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero. À época, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado por decisão judicial e posteriormente demitido.

Compra rejeitada pelo Banco Central

A crise teve como marco a rejeição, em 3 de setembro de 2025, da tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB por parte do Banco Central do Brasil.

A operação, anunciada em março daquele ano, previa a compra de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Master. O negócio já enfrentava questionamentos no mercado em razão do modelo de captação considerado arriscado e da qualidade de parte dos ativos.

Antes da decisão do Banco Central, o Ministério Público Federal havia recomendado que o BRB comprovasse a lisura e a fidedignidade dos ativos antes de concluir a operação, alertando para a possibilidade de passivos ocultos e ativos inflados.

Com a rejeição da compra e o avanço das investigações, o BRB passou a enfrentar pressão para recompor seus índices de capitalização e preservar sua liquidez.

Leia mais: CPI do Crime Organizado convoca Vorcaro e irmãos de Toffoli, e quebra sigilo do Master

Ao pedir o bloqueio das ações dos investigados, o banco argumentou que a medida busca assegurar eventual ressarcimento por prejuízos relacionados às operações com o Banco Master, que está em liquidação extrajudicial.

O desfecho do caso dependerá das conclusões das investigações em andamento e das decisões judiciais sobre a responsabilidade dos envolvidos.

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