Pela segunda vez, o Brasil deixou de integrar o Mapa da Fome. O resultado referente a 2025 consta de relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). O documento revela ainda que a proporção de brasileiros em situação de insegurança alimentar severa chegou ao patamar mais baixo de toda a série histórica: 0,6% da população.
Além disso, menos de 2,5% dos brasileiros estão em risco de subalimentação, ou seja, sem acesso regular a calorias mínimas para uma vida saudável, segundo levantamento citado no relatório.
No período entre 2023 e 2025, cerca de 16,7 milhões de pessoas no Brasil deixaram a condição de insegurança alimentar. O número mostra uma mudança relevante no acesso à comida para uma parcela significativa da população.
Os desafios, porém, persistem. Dados da FAO referentes ao triênio encerrado em 2025 mostram que 21,1% dos brasileiros não têm condições financeiras de arcar com uma alimentação saudável. Em Paridade do Poder de Compra, uma dieta saudável custa US$ 4,89 por pessoa ao dia no país — valor abaixo do registrado tanto na América do Sul (US$ 4,94) quanto na América Latina e Caribe (US$ 4,91), segundo a organização.
Fome global ainda afeta centenas de milhões
No mundo, o cenário também melhorou, mas o problema persiste em escala enorme. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 7,8% da população mundial enfrentou fome em 2025, contra 8,1% em 2024 e 8,6% em 2022.
No triênio com encerramento em 2025, a ONU estima que 645 milhões de pessoas enfrentaram a fome ao redor do mundo. O número representa uma redução de quase 14 milhões em relação ao triênio imediatamente anterior.
A FAO é a responsável pela elaboração do Mapa da Fome, instrumento construído a partir de indicadores macroeconômicos e demográficos para mensurar os índices de segurança alimentar em cada país.
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