Maritacas pintadas foram resgatadas pelo Ibama na Feira de Caxias, na Baixada Fluminense, durante fiscalização.
As aves resgatadas passam por reabilitação no Instituto Vida Livre, no Horto, na Zona Sul da Capital e três suspeitos foram conduzidos para uma delegacia da Polícia Federal.
Ao todo, foram apreendidos 3 maritacas, 2 canários-da-terra, 1 trinca-ferro, 2 jabutis e 1 mico, todos vítimas de maus-tratos e tráfico ilegal.
As maritacas eram pintadas de amarelo para se parecer com papagaios e serem vendidas por valores mais altos.
Os traficantes também cortaram parte das asas e caudas das maritacas. Uma delas apresenta estado mais grave e chegou ao instituto pesando 30 gramas abaixo do peso ideal.
Roched Seba, fundador do Instituto Vida Livre, relatou os crimes cometidos contra os animais.
“Traficantes pintam maritacas para que elas pareçam papagaios. Olha só. Pintam de amarela a cabeça deles para que eles possam parecer o papagaio verdadeiro, cortam a cauda para que esses animais tenham um valor maior no mercado ilegal de animais silvestres. É um absurdo que situações assim continuem acontecendo e é um absurdo que na nossa legislação os crimes contra a nossa biodiversidade sejam forcerados em uma coisa menor.”
As aves estão sendo submetidas a exames veterinários e tratamentos para se recuperarem e possivelmente retornarem à natureza.
A operação envolveu 21 servidores do Ibama e recebeu apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Também em Duque de Caxias, o Comando de Policiamento Ambiental investiga a venda de pombos, o que configura comercialização irregular de animais silvestres.
Os agentes encontraram nove aves mantidas em gaiolas em condições descritas como insalubres.
Nas imagens, é possível ver placas com os preços dos pombos e outros animais vendidos pelo estabelecimento.




