A Justiça de São Paulo decidiu nesta segunda-feira (25/05) levar a júri popular Douglas Alves da Silva, acusado de atropelar e arrastar Tainara Souza Santos, de 31 anos, por cerca de um quilômetro em uma via de acesso à Marginal Tietê, na zona norte da capital paulista. A vítima teve as pernas amputadas após o crime e morreu posteriormente em decorrência dos ferimentos.
A decisão foi tomada após a audiência de instrução do caso, que durou cerca de cinco horas. Foram ouvidos a mãe e o irmão de Tainara, uma amiga que estava com ela no momento do atropelamento, Lucas — também apontado como vítima —, além do próprio Douglas e policiais militares que atuaram na ocorrência.
Com a decisão, Douglas foi pronunciado pela Justiça e será submetido ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. “Muita alegria e sensação do dever cumprido até aqui, pois hoje vencemos a primeira etapa, alcançamos nosso objetivo, ou seja, levá-lo ao tribunal do júri”, celebrou Fábio Costa, advogado da família de Tainara.
O caso ocorreu na manhã de 29 de março de 2025, no bairro Parque Novo Mundo. Segundo a investigação, Douglas dirigia um Volkswagen Golf preto quando atingiu Tainara e continuou dirigindo mesmo com o corpo da vítima preso ao veículo.
Imagens de câmeras de segurança registraram o atropelamento. Motoristas que passavam pela região também filmaram o carro trafegando pela Marginal Tietê enquanto a mulher era arrastada.
De acordo com o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que o atropelamento foi intencional. Um funcionário de um bar próximo afirmou à polícia que o motorista chegou a fazer movimentos bruscos com o veículo e puxar o freio de mão enquanto a vítima estava sob o carro.
Douglas foi preso no dia seguinte ao crime em um hotel na zona leste de São Paulo. Durante audiência de custódia realizada após a prisão, ele afirmou ter sido agredido por policiais civis durante a abordagem. A Polícia Civil negou irregularidades e afirmou que a prisão ocorreu dentro dos parâmetros legais.
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