A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reconheceu publicamente o sucateamento e o déficit de médicos na rede pública de saúde após denúncias de negligência. As reclamações envolvem as mortes de Maria Aparecida e Maria Graciana durante partos no Hospital de Samambaia, além de Rodrigo Prado na porta do Hospital de Base. Os casos geraram forte repercussão e estão sob investigação policial e administrativa com o apoio de imagens de monitoramento das unidades.
Diante da crise, a chefe do Executivo local afirmou que o governo não vai tolerar falhas no atendimento. “Há também uma previsão, inclusive, de mudar o protocolo do atendimento pré-natal. Isso também está sendo feito pelas equipes. Eu tenho certeza que a gente precisa, realmente, melhorar”, avaliou.
Celina também anunciou a intenção de convocar 508 novos profissionais, entre médicos generalistas e especialistas, para tentar suprir a carência de pessoal na rede. “Mas não é algo da noite para o dia. O último concurso que nós fizemos, com o cancelamento do show de Brasília, nós não conseguimos prover todas as vagas. Só 34 tomaram posse, eram 114 vagas”, disse Celina.
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A governadora ainda admitiu dificuldades na recomposição imediata do quadro, citando que certames recentes não conseguiram preencher todas as vagas abertas. O Ministério da Saúde informou que acompanha de perto as apurações técnicas junto à Secretaria de Saúde do DF.
Quem são as vítimas?
- Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, morreu durante o parto no Hospital Regional de Samambaia, na segunda-feira (13).
- Rodrigo Resende Prado, de 46 anos, morreu na porta do Hospital de Base, em Brasília, no domingo (12).
- Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, morreu durante o parto no Hospital de Samambaia, na sexta (10).




