A defesa de MC Ryan SP reagiu à prisão do artista durante a operação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro bilionário e negou qualquer envolvimento do funkeiro em práticas criminosas. Em entrevista na frente da sede da PF, o advogado Felipe Cassimiro sustentou que o caso é baseado em suposições e garantiu que o cantor irá comprovar a origem de seus recursos.
Segundo o defensor, Ryan colaborou integralmente com as autoridades durante o interrogatório. “Respondeu todas as perguntas e se colocou à disposição”, afirmou. Ele destacou ainda que a defesa irá apresentar documentos para esclarecer todas as movimentações financeiras. “Vamos entregar documentação fiscal e contábil, além de notas fiscais, para justificar qualquer transação”, disse.
Cassimiro foi enfático ao negar a existência de um crime claro na investigação. “Qual é o esquema criminoso? Quando você olha o mandado de prisão, não existe um crime antecedente”, declarou. Para ele, o volume de dinheiro citado no inquérito é compatível com o sucesso do artista. “Ryan é um dos principais MCs do país, com alto volume de contratos e receitas. Transações elevadas são naturais nesse contexto”, argumentou.
A defesa também rechaçou qualquer ligação com o tráfico de drogas, uma das suspeitas levantadas inicialmente. “O próprio objeto da investigação afasta essa hipótese”, afirmou. “O que se discute são, em tese, questões fiscais e de lavagem, não há relação direta ou indireta com tráfico”, completou.
Sobre a situação do cantor, o advogado informou que Ryan permanece na sede da Polícia Federal, enquanto a equipe jurídica tenta reverter a prisão. “Já ingressamos com habeas corpus no TRF-3 e a expectativa é positiva”, disse. “Acreditamos que ele possa ser liberado nos próximos dias ou semanas”, acrescentou.
Em relação aos bens apreendidos, a defesa indicou que o foco inicial é outro. “A prioridade agora é a liberdade. Depois, vamos tratar das questões patrimoniais, que têm lastro”, explicou.
Cassimiro também ressaltou que a prisão ocorreu de forma tranquila, sem qualquer incidente. “Ryan não foi algemado e foi tratado com respeito durante toda a ação”, afirmou.
Por fim, ao comentar sobre um colar associado ao nome de Pablo Escobar, o advogado minimizou a situação. “Há um viés artístico nisso, sobretudo, no mundo do funk. Isso não significa qualquer tipo de idolatria”, concluiu.
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