Defesa de Stella Stefanie diz que não teve acesso aos autos após prisão da cliente pela PF

Advogados da empresária presa pela PF afirmam que a falta de acesso ao inquérito impede manifestação técnica; alvo também sofreu sanções dos EUA por suposto elo com o PCC

Por
(Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A defesa da empresária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa na manhã desta sexta-feira (03/07) pela Polícia Federal, informou que ainda não teve acesso aos autos da investigação e aos elementos de prova que embasam as acusações contra ela.

Em nota, os advogados Filipe Cheles e Robson Cyrillo afirmaram que acompanham o cumprimento das medidas desde as primeiras horas do dia, mas ressaltaram que a ausência de acesso ao inquérito impede qualquer manifestação técnica sobre o mérito dos fatos neste momento.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Ainda segundo a nota, a equipe de defesa reitera seu compromisso com o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, garantindo que, tão logo obtenha acesso integral ao processo, adotará todas as medidas jurídicas cabíveis e se pronunciará de maneira fundamentada.

Leia mais:

Stella Stefanie foi um dos alvos da Operação Exchange, deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa que atuava como o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A investigação preliminar da PF aponta que o grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico internacional teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões em recursos ilícitos. Ao todo, foram expedidos 11 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão.

A prisão da empresária ocorre dois dias após o governo dos Estados Unidos incluí-la, junto com o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, em uma lista de sanções do Departamento do Tesouro americano por ligação com a facção criminosa.

As autoridades dos EUA descrevem Stella como ex-secretária de Shimada, prestando apoio logístico na intermediação e coleta de grandes quantias de dinheiro em espécie, fundamentais para a lavagem de dinheiro.

Victor Shimada, que é apontado pelas autoridades americanas como um “elo-chave” entre membros da facção na Flórida e traficantes internacionais, teve a prisão decretada, mas é considerado foragido.

O esquema investigado utilizava um sistema estruturado de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e empresas de fachada para lavar mais de US$ 30 milhões nos EUA e repatriar os valores ao Brasil.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 44.060.192/0001-05