Defesa diz que Marcola não conhece Deolane e nega ligação com esquema

Advogado entrou com pedido de habeas corpus no TJ-SP em favor de Marcola, do irmão dele e dos dois sobrinhos que também representa

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(Foto: Reprodução)

A defesa de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, afirmou nesta quarta-feira (27/05) que ele não conhece a influenciadora Deolane Bezerra e que “ficou indignado” com a nova decretação de prisão contra ele na operação sobre lavagem de dinheiro da facção, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Segundo o advogado Bruno Ferullo, Marcola “manifestou surpresa e indignação” com a nova decretação de prisão preventiva no âmbito da investigação. O líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) está preso na Penitenciária Federal de Brasília.

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De acordo com a defesa, Marcola declarou “desconhecer os investigados Deolane e Everton”, apontado pelos investigadores como operador do suposto esquema.

“Marcos manifestou surpresa e indignação, declarando desconhecer os investigados Deolane e Everton, afirmando que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, afirmou o advogado.

A defesa também negou que Marcola tenha qualquer relação com a transportadora citada nas investigações. Segundo Ferullo, o cliente “negou qualquer participação nos fatos investigados, bem como a titularidade, direta ou indireta, da transportadora mencionada na investigação”.

O advogado afirmou ainda que Marcola disse não possuir o apelido “narigudo”, atribuído a ele pela autoridade policial.

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Ainda conforme a defesa, o chefe do PCC ressaltou que está preso desde 1999 e custodiado em penitenciária federal de segurança máxima desde 2019, “em regime de total incomunicabilidade”.

Bruno Ferullo informou que já protocolou um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em favor de Marcola, do irmão dele e dos sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, que também foram alvo da Operação Vernix.

Até a última atualização, o tribunal não havia se manifestado sobre o pedido.

Segundo as investigações do MP-SP, o esquema de lavagem de dinheiro envolve uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, que seria controlada pela cúpula do PCC. A empresa teria repassado recursos para diferentes contas bancárias para dificultar o rastreamento do dinheiro.

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Duas dessas contas, segundo a investigação, estariam em nome de Deolane Bezerra. Em nota, a defesa da influenciadora afirmou que ela é inocente e que os fatos serão esclarecidos ao longo da apuração.

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