Delegado explica danos que quadrilha que roubava medicamentos causava: atingia às empresas e os hospitais

O esquema atua em ao menos quatro estados e usava empresas de fachada para recolocar o material no mercado

Por , e , Rio de Janeiro | Atualizado em:
Foto: Reportagem TMC

A operação da Polícia Civil do Rio contra a organização criminosa especializada em roubos de cargas de medicamentos contou com o apoio de agentes de instituições de outros estados. Em São Paulo, policiais cumpriram um mandado de prisão contra o empresário apontado como chefe do esquema. O delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, Alamberg Medeiros, comentou o que foi alegado pelo preso e alertou que as movimentações da quadrilha representam um risco à saúde pública

“De acordo com o investigado, durante a nossa abordagem ele mencionou que ele recebia essa mercadoria e por ter empresa formalmente constituída no estado de São Paulo, ele conseguia emitir notas de saída e colocar esse medicamento que era subtraído novamente no mercado. E para além do dano causado naturalmente às empresas, bem como aos hospitais de onde esses medicamentos eram desviados, é de se destacar também que esses medicamentos precisam de cuidados específicos. Então há um risco também à população que acaba por consumir esse medicamento que não é acondicionado da forma correta”, explicou.

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Já o delegado Luiz Eduardo Moura explicou como os envolvidos atuavam no crime: “eles recebiam essas cargas e eles que tinham o papel de falsificar esses documentos e remeter essas cargas para outros estados por meio de transporte aéreo e via terrestre também. Além disso, tanto a Fernanda quanto o Humberto, recebiam altos valores dessas empresas e repassavam para os criminosos”.

Cinco pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil do Rio contra um grupo criminoso especializado no roubos e distribuição de medicamentos oncológicos e imunossupressores que movimentou mais de 33 milhões em um ano. O esquema atua em ao menos quatro estados e usava empresas de fachada para recolocar o material no mercado, inclusive em processos licitatórios.

No início da manhã desta terça-feira (21/07), moradores relataram tiroteios no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rios. Além do Rio, os agentes também cumpriram mandados em São Paulo, Goiás e Pará.

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O homem apontado como chefe da organização criminosa é Stefano Montovani Fernandes, que já tem histórico de envolvimento em roubos de cargas de medicamentos, entre 2009 e 2012.

Além do Stefano, também foram presos Umberto Xavier de Lima, apontado pelas investigações como receptador, e Fernanda Rodrigues França, apontada pelas apurações como integrante do núcleo de receptadores do grupo.

Ao todo, as investigações apontaram que eram cerca de 25 empresas de fachada, distribuídas em vários estados. Além dos mandados, também foi pedido o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores usados pelo grupo.

A reportagem da TMC tenta contato com as defesas dos citados.

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