Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), substituiu nesta quarta-feira (22/04) a equipe de advogados que atuava em sua defesa. Os escritórios de Davi Tangerino e Eugênio Aragão assumiram o caso no lugar de Cleber Lopes. A mudança ocorre nas investigações relacionadas ao Banco Master e à tentativa frustrada de compra da instituição pelo BRB. A alteração foi divulgada pelo blog da jornalista Malu Gaspar no portal do jornal O Globo.
Prisão e investigações
Paulo Henrique Costa está preso em Brasília desde quinta-feira (16/04). A detenção ocorreu durante nova fase da operação Compliance Zero. As investigações indicam que o ex-executivo descumpriu normas de governança corporativa ao autorizar operações com o Banco Master sem garantias adequadas. As transações teriam sido realizadas sem lastro, ou seja, sem recursos financeiros ou ativos suficientes para sustentar os negócios acordados.
Segundo os investigadores, Paulo Henrique Costa teria estabelecido um esquema de corrupção com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O acordo ilícito envolveria seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões. Em troca, o ex-presidente do BRB teria facilitado operações irregulares que beneficiaram a instituição financeira de Vorcaro.
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (22/04) a análise sobre a manutenção da prisão preventiva de Paulo Henrique Costa. O julgamento termina nesta sexta-feira (24/04).
A troca de advogados ocorre dois meses após movimento semelhante de Daniel Vorcaro. Em março, o dono do Banco Master substituiu o advogado Pierpaolo Bottini por José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca. Vorcaro havia sido preso e teve a detenção confirmada pelo STF naquele período.
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Conforme reportagem do blog da jornalista Andréia Sadi à época, a mudança na defesa de Daniel Vorcaro sinalizou a possibilidade de negociação de delação premiada. A alteração na equipe jurídica frequentemente representa uma estratégia para estabelecer acordos de colaboração com as autoridades.
A operação Compliance Zero tem como objetivo apurar violações de normas de governança e possíveis crimes financeiros praticados por executivos das instituições bancárias investigadas.




