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Sequestro de juiz em São Paulo foi “golpe de amor”, diz polícia

Magistrado do Tribunal de Impostos e Taxas ficou mais de 30 horas em cativeiro em Osasco

A Polícia Civil de São Paulo suspeita que o juiz Samuel de Oliveira Magro, libertado de um sequestro nesta terça-feira (20/01), em Osasco, foi vítima do chamado “golpe do amor”. A libertação ocorreu nesta manhã depois de o magistrado do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) permanecer mais de 30 horas sequestrado.

Esta é a segunda vez que Magro cai no mesmo tipo de golpe, tendo sido anteriormente sequestrado em 2021.

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A investigação mudou de rumo após o depoimento do próprio juiz à polícia na tarde desta terça. Magro admitiu ter marcado um encontro por aplicativo de relacionamento, sendo abordado por criminosos quando aguardava seu par na Avenida Rebouças, no Jardim América, zona oeste da capital paulista.

O diretor da Divisão Antissequestro de São Paulo, delegado Fabio Nelson, confirmou a natureza do crime. “Achava que ia para um encontro e sofreu golpe”, afirmou Nelson sobre a situação do magistrado.

Como aconteceu o sequestro

O crime ocorreu por volta das 20h36 do domingo (18/01), quando Magro foi abordado por uma dupla na Avenida Rebouças. A polícia analisa imagens de câmeras de segurança para compreender os detalhes da abordagem.

Durante o período em cativeiro, os criminosos tentaram realizar transferências bancárias que não foram concluídas e chegaram a planejar um roubo à residência da vítima, plano do qual desistiram posteriormente.

Samuel de Oliveira Magro atua como juiz no TIT, órgão administrativo vinculado à Secretaria da Fazenda e Planejamento que julga conflitos tributários entre contribuintes e o Fisco estadual. Conforme relatado pelas autoridades, o magistrado foi coagido pelos sequestradores, mas não sofreu agressões físicas.

Operação policial e prisões

A operação que resultou na libertação do juiz ocorreu por volta das 6h desta terça-feira em Osasco. Cinco homens foram presos e um adolescente foi apreendido durante a ação policial. Um dos detidos já estava sendo investigado por aplicar o mesmo tipo de golpe anteriormente.

Leia mais: Polícia Civil resgata juiz sequestrado em SP e prende suspeitos

A localização do cativeiro foi possível graças a um código secreto estabelecido entre o juiz e seu companheiro. O delegado-geral da Polícia Civil, Arthur Dian, explicou: “O auditor tinha um código com o parceiro, para avisar que ele estava em risco. Ele usou esse código e o companheiro chamou a polícia”. As autoridades não revelaram qual seria essa palavra-chave.

“A Divisão Antissequestro conseguiu prender quatro indivíduos, estourar o cativeiro e soltar a vítima. Alguns dos integrantes da quadrilha já tinham passagem pela polícia. Temos também um menor de idade nessa quadrilha que foi apreendido”, declarou Dian. Um quinto suspeito foi capturado posteriormente nas proximidades do local.

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