Governo de SP anuncia plano de contingência que prevê 16h sem água

O esquema estabelece sete faixas de operação que definem o grau de restrições; A Grande São Paulo se encontra atualmente na faixa 3, o que significa redução da pressão por 10 horas diárias

Por Redação TMC | Atualizado em
Três pessoas estão sentadas lado a lado em uma mesa de reunião, com microfones e copos de água à frente. À esquerda, um homem de barba e óculos usa terno escuro e camisa branca. No centro, uma mulher de cabelos escuros e lisos, vestindo blazer azul, bebe um copo de água. À direita, outra mulher de óculos, com suéter cinza e camisa branca, fala ao microfone. À frente dela há um notebook com o logotipo “SP Águas” e uma placa de identificação. Ao fundo, uma parede branca com o logotipo do Governo de São Paulo.
A estratégia do Governo de São Paulo foi divulgada na coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24/10) com a presença de Tiago Mesquita, diretor presidente da ARSESP, Natália Resende, secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, e Camila Viana, diretora presidente da SP Águas (Foto: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo)

O governo de São Paulo apresentou nesta sexta-feira (24) um plano de contingência para o abastecimento de água, diante do risco de uma nova crise hídrica na Região Metropolitana de São Paulo.

Com o menor índice desde 2015 e o volume das represas em 30% da capacidade total, o plano prevê medidas como redução da pressão nos encanamentos de até 16 horas, uso do volume morto e, em casos mais graves, a implantação de rodízio no fornecimento de água.

As ações foram divulgadas na coletiva de imprensa nesta tarde e transmitida ao vivo. Estavam presentes Tiago Mesquita, diretor presidente da ARSESP, Natália Resende, secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, e Camila Viana, diretora presidente da SP Águas.

Governo de SP estabelece faixas de urgência

O esquema estabelece sete faixas de operação que definem o grau de criticidade e quais restrições serão adotadas conforme o nível das represas.

  • Faixas 1 e 2: estabelecem o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA) e a gestão de demanda noturna de 8 horas, respectivamente;
  • Faixa 3: prevê gestão de demanda noturna de 10 horas por dia e intensificação de campanhas de conscientização;
  • Faixas 4, 5 e 6: contingência controlada, com períodos ampliados de redução da pressão na rede, por 12, 14 e 16 horas;
  • Faixa 7: cenário mais grave, com previsão de rodízio de abastecimento entre regiões, com obrigação de fornecimento de caminhões-pipa para apoio a serviços essenciais.

A Grande São Paulo se encontra atualmente na faixa 3, o que significa redução da pressão por 10 horas diárias.

Entre as medidas extremas previstas estão o rodízio de abastecimento, autorizado apenas pelo Conselho Diretor da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), e o uso de bombas para captação do volume morto.

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São Paulo vai ficar sem água?

No último dia 26, a SP Águas declarou escassez hídrica na Bacia do Alto Tietê e na porção de competência estadual da bacia do Rio Piracicaba, que inclui o Sistema Cantareira.

A agência determinou a suspensão temporária da emissão de novas outorgas de uso da água, exceto as consideradas prioritárias para consumo humano e de animais.

Desde agosto, a redução da pressão noturna economizou 25 bilhões de litros de água, volume equivalente ao consumo somado das cidades de Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá, por 2 meses.

Quem vai ser afetado com o racionamento de água?

Durante as restrições, o governo afirma que o abastecimento será priorizado para serviços essenciais, como hospitais, escolas, abrigos, unidades prisionais e famílias de baixa renda.

A meta é preservar o nível dos mananciais e garantir o uso responsável da água em meio ao terceiro ano consecutivo de chuvas abaixo da média no estado.

Para auxiliar a população mais vulnerável, a Sabesp atuará na oferta gratuita de caixas d’água a clientes beneficiados pela Tarifa Social Paulista.

Por Renan Honorato

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