Após denúncia da reportagem da TMC, o Ministério Público do Rio solicitou com urgência, uma vistoria na unidade do Hospital da Mãe, em Mesquita, na Baixada Fluminense, para apurar os casos de negligência médica durante o parto.
A inspeção vai ser realizada pela equipe de apoio técnico da área da Saúde do próprio Ministério Público. Além disso, o órgão também pediu esclarecimentos para a Secretaria Estadual de Saúde sobre as medidas adotadas pela pasta.
A equipe que estava de plantão no dia em que uma jovem teria sofrido negligência médica durante o parto vai prestar esclarecimentos à Polícia Civil. Nas próximas semanas, médicos e outros profissionais da unidade vão ser chamados para serem ouvidos por agentes que investigam o caso.
A investigação teve início após a morte de Thayssa da Silva Neres, de 20 anos. O caso foi revelado em primeira mão pela reportagem da TMC. A família afirma que a jovem permaneceu por cerca de onze horas em trabalho de parto, mesmo relatando dores intensas. O bebê, Davi Luiz Neres Lima Araújo, morreu um dia depois do nascimento. Três dias após receber alta, Thayssa voltou ao Hospital da Mãe reclamando de fortes dores. Segundo a família, exames identificaram restos de placenta no útero e ela foi transferida para o Hospital Estadual da Mãe Heloneida Studart, em São João de Meriti, onde morreu no dia 10 de julho.
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A Defensoria Pública também cobrou explicações da direção do Hospital Estadual da Mãe e da Fundação Saúde. O órgão pediu os prontuários médicos de Taíssa e solicitou a abertura de uma sindicância interna.
No documento, a Defensoria afirma que, depois da publicação das reportagens da TMC, quase 40 mulheres procuraram a reportagem para relatar casos de negligência na unidade. O órgão também quer saber quantas mortes de gestantes foram registradas no hospital ao longo deste ano.




