O que é a Operação Compliance Zero?

PF investiga fraudes bilionárias e expõe falhas graves no sistema financeiro; nome da ação ironiza ausência total de controles internos e levanta suspeitas sobre atuação de instituições e agentes públicos

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Operação “Compliance Zero”, conduzida pela Polícia Federal desde novembro de 2025, apura um esquema de fraudes bilionárias no sistema financeiro nacional, marcado pela ausência completa de mecanismos de controle, auditoria e governança interna.

Segundo as investigações, o nome da operação foi escolhido de forma irônica para destacar que determinadas instituições, que deveriam operar sob rígidas normas de conformidade, atuavam, na prática, com “zero compliance” — ou seja, sem qualquer aderência às regras legais e éticas.

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Fraudes, lavagem de dinheiro e gestão temerária

O foco da apuração envolve emissão de títulos de crédito falsos, lavagem de dinheiro e gestão temerária, práticas que teriam movimentado cifras bilionárias e colocado em risco a integridade do sistema financeiro.

Entre os principais alvos está o Banco Master, além de seu proprietário, Daniel Vorcaro, apontado como figura central no esquema investigado.

Ausência total de governança

A PF identificou um cenário de falha generalizada nos controles internos, incluindo:

  • falta de segregação de funções
  • inexistência de auditorias efetivas
  • descumprimento sistemático de normas regulatórias

Na prática, isso teria permitido a manipulação de ativos financeiros e elevado significativamente o risco sistêmico. O termo “Compliance Zero” também se relaciona a conceitos como:

  • inconformidade total
  • ausência de governança corporativa
  • gestão fraudulenta
  • exposição regulatória máxima

Terceira fase mira bilhões e possível cooptação no Banco Central

Na terceira fase da operação, deflagrada em março de 2026, a Polícia Federal avançou sobre o núcleo financeiro do esquema, com bloqueios que podem chegar a R$ 22 bilhões.

Além disso, os investigadores apuram a possível cooptação de servidores do Banco Central do Brasil, o que, se confirmado, pode indicar um nível ainda mais profundo de comprometimento institucional.

Impacto e significado

A operação escancara um cenário em que instituições financeiras teriam operado com “risco máximo disfarçado de normalidade”, reforçando a necessidade de maior rigor regulatório e transparência no setor.

Leia mais: Entenda o caso que levou à prisão do ex-chefe do BRB

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