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Grupo suspeito de fraude bancária milionária é preso em São Paulo

Sete suspeitos foram detidos pela Polícia Civil em operação contra esquema que furtou R$ 20 milhões de clientes do sistema financeiro

A Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu sete pessoas suspeitas de integrarem um esquema que furtou R$ 20 milhões de clientes do sistema bancário.

A ação policial, denominada Operação Azimut, foi realizada nesta terça-feira (09/12) em São Paulo e Campinas. O grupo é investigado por furto, estelionato e lavagem de dinheiro contra empresas de meios de pagamento.

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Entre os alvos da operação estão donos de uma empresa que movimentou cerca de R$ 6 bilhões em dois anos e um escritório de contabilidade. As investigações revelaram que os criminosos utilizavam credenciais válidas de forma ilegal para acessar sistemas de uma empresa de gestão de recebíveis do setor financeiro, subtraindo R$ 19,2 milhões de seus clientes.

A Polícia Civil cumpriu 12 mandados de prisão temporária, sendo nove na capital paulista e três em Campinas. Também foram executados 12 mandados de busca e apreensão nas mesmas localidades.

Os principais envolvidos no esquema são empresários e contadores que estruturaram um sistema para desviar recursos de empresas de meios de pagamento, incluindo serviços de maquininhas de cartão.

Segundo as investigações, os valores furtados foram transferidos para duas empresas diferentes. Uma delas recebeu R$ 7 milhões e movimentou R$ 6,8 bilhões em dois anos, fato que despertou suspeitas sobre a origem dos recursos.

Para realizar a operação, foram mobilizados 32 policiais civis e 16 viaturas da DCCIBER/Deic. Em Campinas, a ação contou com apoio de oito policiais e quatro viaturas da Deic local.

Leia Mais: Polícia identifica suspeito de roubo de obras de Matisse e Portinari em SP

A Operação Azimut é um desdobramento de ações anteriores da Polícia Civil. Em julho deste ano, três pessoas foram detidas em conexão com o mesmo esquema. Esses indivíduos atuavam como “laranjas” dos verdadeiros proprietários das empresas beneficiadas pelas fraudes.

As investigações apontam que um escritório de contabilidade teve papel fundamental no esquema, sendo responsável pela criação de empresas utilizadas pelo grupo para operacionalizar as fraudes e lavar o dinheiro obtido ilegalmente. Os suspeitos estão sendo investigados por organização criminosa e lavagem de capitais, além dos crimes de furto e estelionato.

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