O Ministério da Saúde vai testar a incorporação de canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo envolverá 250 pacientes com obesidade mórbida e comprometimento cardíaco. Quem conduzirá o protocolo é o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. O anúncio foi feito pelo ministro Alexandre Padilha, em entrevista ao jornal “O Globo”.
“A expectativa é que possa começar já neste ano. O prazo vai ser dito pelo desenvolvimento, avaliação e pelo impacto positivo ou não da utilização”, afirmou Padilha. A duração prevista vai de alguns meses a um ano, dependendo dos resultados.
Padilha deixou claro o tom do governo sobre o tema. “Não vemos as canetas como milagres estéticos e nem como uma solução única para o problema da obesidade”, afirmou. Ele também disse que “são medicamentos que têm eventos adversos” e que não são “solução mágica”.
A patente do medicamento emagrecedor expirou em março de 2026. Com isso, o governo quer ampliar a produção nacional além da Ozivy. Segundo Padilha, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já analisa pedidos de registro de 17 empresas interessadas em fabricar o produto no Brasil.
“Quanto mais empresas produzindo aqui, mais medicamentos como esses registrados, mais baixo o preço”, disse o ministro. O próprio Padilha resume o objetivo do protocolo: “Estudo vai avaliar oferta de canetas pelo SUS”.
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