Polícia Civil faz operação contra grupo acusado de desviar R$ 14 milhões no Santander

Operação Operatio Infidelitas mobiliza 55 agentes do Deic em segunda fase de investigação contra organização criminosa que invadia contas de clientes com ajuda de funcionários de banco

Por Redação TMC | Atualizado em
Armas de diferentes calibres e tamanhos ao lado de joias
Armas de diferentes calibres e joias apreendidas durante a operação. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) deflagrou nesta quinta-feira (23/04) a segunda fase da Operação Operatio Infidelitas contra uma quadrilha especializada em golpes bancários. O grupo é suspeito de desviar R$ 14 milhões do Santander. Três foram presos nesta manhã.

A ação policial ocorre simultaneamente na capital paulista, Grande São Paulo, Interior de São Paulo e no estado de Goiás. A investigação é coordenada pela 4ª Delegacia da DCCiber (Investigações sobre Lavagem de Dinheiro e Ativos Ilícitos por Meios Eletrônicos).

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A operação mobiliza 55 policiais para cumprir cinco mandados de prisão, todos em São Paulo (um deles é um advogado), e 22 mandados de busca e apreensão.

As equipes atuam em 27 endereços distribuídos pelas quatro regiões. Na Capital, dez locais são alvos da ação policial. Na Grande São Paulo, seis endereços recebem mandados nos municípios de Carapicuíba, Franco da Rocha e Mogi das Cruzes. No Interior paulista, um endereço na região de Piracicaba é alvo da operação. Em Goiás, cinco locais são investigados.

A quadrilha utilizava habilitação irregular de credenciais corporativas para sequestrar identidades digitais. Essa estratégia permitia acesso às contas de clientes de uma instituição financeira. Após invadirem as contas, os criminosos desviavam os valores rapidamente. O dinheiro era pulverizado por meio de transferências via TED, PIX e pagamento de boletos.

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A investigação aponta participação de funcionários da instituição financeira vítima das fraudes. Os clientes do banco tiveram suas contas invadidas e valores desviados pela organização criminosa.

A segunda fase da operação foi deflagrada com base em provas coletadas durante a primeira etapa da investigação. A Operatio Infidelitas teve sua fase inicial realizada em novembro de 2025. O material reunido naquela ocasião forneceu elementos para identificar novos alvos e aprofundar as apurações sobre a atuação do grupo criminoso.

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