A Polícia Militar de São Paulo, nesta segunda-feira (14/07), comunicou que atualizações sobre o quadro clínico do tenente Ronickson Pimentel dos Santos — integrante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) — não serão mais divulgadas. A medida foi tomada em atendimento a um pedido da família do militar.
O boletim anterior, divulgado no domingo (12/07), indicava que o tenente seguia internado em UTI, em estado grave e estável, no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Na semana passada, ele foi submetido a traqueostomia, permanecendo sob sedação e ventilação mecânica. Um ultrassom transcraniano destinado a avaliar o fluxo sanguíneo cerebral estava agendado para esta sexta-feira (17/07).
Em nota, a Polícia Militar de SP informou que: “Em respeito ao pedido da família do Tenente Pimentel, neste momento a PMESP não divulgará atualizações sobre seu estado de saúde. A instituição permanece prestando todo o apoio necessário ao policial e aos seus familiares. Agradecemos a compreensão e o respeito à privacidade da família.”
O ataque
Ronickson Pimentel foi baleado em 27/06, em São Caetano do Sul, minutos após sair de uma academia. Dois homens em motocicleta efetuaram os disparos quando o policial parou em um semáforo da avenida Goiás. De acordo com a Polícia Civil, o ataque foi planejado com monitoramento de quase cem dias.
Após o atentado, a Rota matou 7 suspeitos, segundo a Polícia Militar. Três outros suspeitos foram presos. Marcelo de Jesus Dias, conhecido como Nego Zum, foi identificado como morto e apontado como o piloto da moto usada no crime. A Polícia Militar informou que ele tinha ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
O principal suspeito de ter efetuado os disparos é Hércules da Costa Siqueira, conhecido pelos apelidos de Golias ou Peruca. Foragido, seu nome consta no cadastro de procurados da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), na chamada Lista Vermelha. Para quem fornecer informações que permitam localizá-lo, o governo de São Paulo disponibiliza uma recompensa de R$ 50 mil.
Trajetória do tenente
Ronickson Pimentel ingressou na Marinha do Brasil como fuzileiro naval em 2006 e serviu até 2009, quando passou a integrar a Polícia Militar de São Paulo. Após formação na Academia do Barro Branco, tornou-se oficial em 2015. Desde 2019, faz parte da Rota.
O tenente é irmão de Eloá Cristina Pimentel, assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves em um caso que ganhou repercussão nacional.




