Petróleo sobe quase 10% com tensão no Oriente Médio; Ibovespa tem queda

Brent avança 9,59% e WTI sobe 9,42%; Ibovespa recua 1,20% e dólar fecha a R$ 5,132 com aversão ao risco dominando o pregão

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Uma refinaria de petróleo
Usina de petróleo (Foto: Patrick Hendry/Unsplash)

A tensão crescente entre Estados Unidos e Irã abalou os mercados financeiros nesta segunda-feira (13/07), provocando disparada no petróleo, valorização do dólar e queda na bolsa brasileira.

O barril Brent, referência global para o preço do petróleo, registrou alta de 9,59%, encerrando a sessão a US$ 83,30. Já o WTI (West Texas Intermediate), parâmetro utilizado nos EUA, valorizou 9,42%, alcançando US$ 78,14.

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O temor de uma interrupção no abastecimento via Estreito de Ormuz, canal por onde circula um quinto de todo o petróleo negociado globalmente, explica a disparada. Um possível bloqueio nesse ponto estratégico impacta diretamente a oferta mundial e, em cadeia, os preços nos postos de combustível em todo o planeta.

Bolsa brasileira recua, mas petroleiras sobem

Com 1,20% de recuo, o Ibovespa, índice de referência da B3, terminou a sessão em 175,7 mil pontos, refletindo o clima de cautela que tomou conta dos investidores.

As petroleiras, no entanto, tiveram caminho oposto. PETR3, ação ordinária da Petrobras, subiu 3,44%; a preferencial PETR4 avançou 2,55%. A PetroRio (PRIO3) também fechou em alta, de 3,16%. Isso ocorreu porque com o petróleo mais caro, as receitas dessas companhias tendem a crescer, explicando o desempenho contrário ao do restante do mercado.

Dólar sobe com fuga para o mercado americano

O dólar comercial encerrou o dia a R$ 5,132. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, subiu 0,37% e atingiu 101,32 pontos.

Os principais índices americanos também recuaram. O S&P 500 perdeu 0,78%, o Dow Jones cedeu 0,26% e o Nasdaq 100, com forte peso em empresas de tecnologia, caiu 1,88%.

O Fed sinalizou que pode sustentar uma política monetária mais restritiva — isto é, juros elevados por um período prolongado — na hipótese de que a alta nos preços da energia venha a pressionar a inflação americana. Taxas mais altas nos EUA tornam o país mais atrativo para o capital estrangeiro, fortalecendo o dólar e depreciando moedas de mercados emergentes, como o real.

Leia mais: Lula diz não acreditar em novo tarifaço dos EUA sobre o Brasil

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