O Brasil perdeu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade e chegou ao 65º lugar entre 70 países avaliados neste ano. O resultado, divulgado pelo Institute for Management Development (IMD) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), representa uma queda expressiva em relação ao ano anterior, quando o país ocupava o 58º posto.
A piora foi ampla. O país ficou na última colocação global em quatro áreas: educação primária e secundária, habilidades linguísticas, habilidades financeiras e produtividade da força de trabalho. Além disso, o Brasil também ocupa o último lugar nos indicadores de débito corporativo e eficiência governamental, segundo o levantamento.
O subíndice de eficiência dos negócios recuou 11 posições. Já a performance econômica caiu seis posições no mesmo período. O endividamento das empresas aparece como um fator central nesse retrocesso.
Os dados de competitividade caminham junto com um alerta do mercado de crédito. Segundo a Serasa Experian, a inadimplência empresarial atingiu 9 milhões de CNPJs negativados em 2026, o maior patamar desde o início da série histórica, em janeiro de 2016. O número cresceu 1,5 milhão em relação ao período anterior.
Empresa inadimplente é aquela que tem dívidas em atraso registradas em cadastros de crédito. Com mais companhias nessa situação, fica mais difícil obter financiamento, contratar e investir.
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