Brasil volta à lista das 10 maiores economias do mundo, mas cresce menos que vizinhos na América do Sul

País voltou a figurar entre as 10 maiores economias mundiais no ranking da Austin Ranting, com base nos relatórios do FMI

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(FOTO: Freepik)

Ao retomar crescimento econômico, o Brasil voltou à lista das 10 maiores economias do mundo. O levantamento feito pela Austin Rating usou como base os dados mais recentes publicados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa representa alta de 0,3 ponto percentual em relação à projeção divulgada em janeiro.

O FMI elevou a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 1,9% em 2026, segundo o relatório Perspectiva Econômica Global. Segundo o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, além da questão simbólica, o Brasil estar na 10º posição se revela como “um grande potencial para atração de investimento”.

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No ranking global, Estados Unidos, China e Alemanha lideram as projeções de crescimento para 2026 e 2027. A distância entre o Brasil e essas economias evidencia os desafios para o país competir em um cenário internacional cada vez mais dinâmico.

“É um número importante, muito positivo, mas isso tem que ter um resultado que a gente ainda não viu de uma forma mais estrutural para a economia, como mudança de juros, com os juros menores, uma inflação mais acomodada no nível mais civilizado, que é justamente um ganho de produtividade que vem por meio de investimento”, avalia.

O crescimento de 2,3% registrado em 2025 foi o menor desde 2020, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado reflete dificuldades estruturais da economia brasileira nos últimos dois anos.

“O Brasil ainda é um grande mercado consumidor. A população economicamente ativa, aproximadamente 100 milhões de pessoas, tem um potencial semelhante a China”, explica Agostini.

Desempenho recente decepciona

Na América do Sul, o Brasil está de longe de ser o país que lidera o crescimento real do PIB. Entre os 10 países da região, a economia brasileira está entre as três últimas posições, estando afrente apenas do Uruguai e da Bolívia, que vive um cenário de retração. Todo os demais países tiveram projeções superiores à 2%.

Além disso, segundo o relatório da América Latina, o Brasil mantém um cenário de inflação controlada nos últimos dois anos, com uma ligeira queda de 0,5% de 2024 à 2025. A projeção desse ano é de 4,3%, a mesma do ano anterior.

Se desconsiderar Argentina, Bolívia e Venezuela (países que vivem situações alarmantes na economia), o Brasil (4,3%) está entre os países com maior projeção de inflação em 2026. Estando atrás apenas de Colômbia (6,3%) e Uruguai (4,5%).

Crescimento econômico baixo impacta diretamente a geração de empregos e a renda das famílias. Com a economia expandindo menos que a de países vizinhos, o Brasil perde competitividade e atrai menos investimentos estrangeiros.

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