Dólar fecha em R$ 5,13, menor valor em quase três semanas

Dólar atingiu menor nível desde 17 de junho; Ibovespa marcou 172.447 pontos com pressão de Vale e Petrobras

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Notas de dólares
(Foto: jcomp/Freepik)

O dólar fechou nesta segunda-feira (06/07) cotado a R$ 5,13, menor valor desde o dia 17 de junho. A moeda americana recuou 0,70% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior no mercado comercial para venda.

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a sessão em queda de 0,93%, aos 172.447 pontos. No acumulado de 2025, o índice ainda registra ganho de 7%.

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Petrobras e Vale puxam a bolsa para baixo

As ações preferenciais da Petrobras operavam em recuo de 1,5% no período da tarde desta segunda-feira, a R$ 37,68. Os papéis da Vale também cediam, com queda de 1%, a R$ 77,99. A mineradora detém o maior peso individual no Ibovespa, respondendo por 11,5% da carteira.

A pressão sobre as ações da Vale tem componente corporativo. De acordo com o Valor Econômico, Daniel Stieler, presidente do conselho da companhia, estaria prestes a deixar o cargo, embora a informação não tenha sido confirmada oficialmente. Uma assembleia foi convocada para o dia 23 deste mês com o objetivo de deliberar sobre a substituição no conselho. A maior acionista individual da Vale é a Previ, fundo de pensão dos servidores do Banco do Brasil.

Petróleo e Opep no radar

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) elevou as cotas de produção de petróleo dos sete maiores produtores do grupo. A Opep+ tem aumento de produção previsto para agosto de 2026.

O barril de petróleo do tipo Brent era cotado a US$ 72,01 às 15h40 (horário de Brasília), segundo dados da ICE Intercontinental Exchange, representando recuo de 0,14% em meio à perspectiva de maior oferta no mercado.

Para o cidadão comum, o preço do petróleo afeta diretamente o custo dos combustíveis. Quando o barril cai, há espaço para redução nos preços da gasolina e do diesel.

Leia mais: Tarifa dos EUA pode deixar produtos mais caros no Brasil; entenda como isso pode afetar o seu bolso

Focus: inflação cede, mas Selic segue alta

A pesquisa Focus do Banco Central do Brasil trouxe um sinal de alívio: a expectativa para o IPCA, índice oficial de inflação, ao fim de 2026 recuou de 5,33% para 5,30%. Foi a primeira redução após 16 semanas consecutivas de alta.

Ainda assim, a mediana para a taxa Selic, os juros básicos da economia, seguiu em 14% para 2026, segundo o mesmo levantamento. A Selic está atualmente em 14,25% ao ano. Juros altos encarecem o crédito: financiar um imóvel, um carro ou parcelar compras fica mais caro quando a Selic sobe ou permanece elevada.

Pessimismo dos gestores com a bolsa

Uma pesquisa mensal conduzida pelo BofA (Bank of America) revelou que somente 31% dos gestores ouvidos apostam que o Ibovespa encerrará 2026 acima dos 190 mil pontos — proporção bem inferior aos 66% registrados na sondagem anterior.

Desde a máxima registrada em 14 de abril, o Ibovespa acumula perda de quase 15%. Investidores estrangeiros respondem por 60% dos negócios na B3, o que torna o índice sensível ao humor externo.

Ofertas de ações movimentam o mercado

Duas movimentações corporativas chamaram atenção nesta segunda-feira. A Engie Brasil Energia protocolou pedido de registro para uma oferta pública primária de ações de até R$ 10,5 bilhões, voltada à incorporação total da Jirau Energia S.A. Na sexta-feira anterior, as ações da Engie Brasil fecharam a R$ 32,14.

Já a Isa Energia anunciou uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações preferenciais no valor de R$ 650 milhões. A operação conta com BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch, Banco Bradesco BBI e Itaú BBA como agentes.

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