O dólar disparou quase 2% na quarta-feira (13/05) apóso siteIntercept publicar documentos sobre uma negociação de R$ 134 milhões entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. No fechamento, a moeda americana subia 2,31%, cotada a R$ 5,009, chegando a atingir máxima de R$ 5,013.
A Bolsa de Valores brasileira também recuou 1,80% no mesmo período, fechando aos 177.098,29 pontos. Segundo a reportagem, os documentos mostram o envolvimento direto do senador, pré-candidato à Presidência, com o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro negou as acusações, classificando a reportagem como “mentira”. Horas depois da publicação, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que protocolaria representações na Polícia Federal (PF) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a prisão preventiva do senador.
Pressão externa também pesa
Além do cenário político interno, dados econômicos dos Estados Unidos divulgados na terça-feira (12/05) também pressionaram o câmbio. O índice de preços ao produtor americano subiu 1,4% em abril, acima da projeção de 0,5%. O CPI (índice de inflação ao consumidor) avançou para 3,8%, maior nível em três anos.
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Esses números fortalecem o dólar globalmente e pressionam moedas emergentes como o real. Segundo a Reuters, a combinação de fatores internos e externos criou um cenário de volatilidade para o mercado brasileiro.
Especialista explica reação do mercado à crise política
Em entrevista à TMC, o economista Josias Bento explicou o motivo do preço do dólar ter disparado tão rapidamente após a denúncia política.
“Esse ano vai ser muito volátil por causa do período eleitoral. O que explica essa reação é o fato de que grande parte do dinheiro que vem para a bolsa brasileira é do gringo. Então, quando sai uma notícia como essa, que pode estremecer a relação com a presidência, a Bolsa tende a cair porque esse dinheiro sai do Brasil. Essa retirada faz com que o dólar fique um pouco mais elevado. Essa correlação existe muito em relação à notícia negativa para um pré-candidato”.
Ele também afirmou que essa reação é “muito mais emocional do que concreta”. Para ele, o aumento pode ser definido como um “efeito manada”.




