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Dólar recua 1,17% com Selic mantida em 15% e corte de juros nos EUA

Diferencial entre taxas brasileira e americana atrai capital estrangeiro e alivia pressão cambial. Moeda fechou cotada a R$ 5,404 nesta quinta-feira (11)

O dólar comercial encerrou em queda de 1,17% nesta quinta-feira (11), cotado a R$ 5,404, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,07%, fechando aos 159.189 pontos. A movimentação ocorreu em resposta à manutenção da Taxa Selic em 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e à redução dos juros americanos pelo Federal Reserve (Fed).

A moeda americana iniciou o dia em alta, mas inverteu a tendência durante a manhã. Na mínima do pregão, por volta das 16h, o dólar chegou a R$ 5,39, representando uma queda de R$ 0,064 em relação ao fechamento anterior. Apesar do recuo registrado hoje, a divisa acumula valorização de 1,29% em dezembro, embora apresente queda de 12,56% no acumulado de 2025.

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O Ibovespa demonstrou volatilidade ao longo do dia. O índice chegou a subir 0,48% às 13h52, mas perdeu força nas horas finais de negociação, encerrando com leve alta de 0,07%. As ações de empresas mineradoras contribuíram significativamente para evitar que o índice fechasse em território negativo.

A diferença entre os juros brasileiros e americanos foi determinante para o comportamento do mercado. Enquanto o Brasil manteve a Selic em 15% ao ano, o Fed reduziu sua taxa básica em 0,25 ponto percentual, estabelecendo-a entre 3,5% e 3,75% ao ano. Este diferencial tende a atrair capital estrangeiro para o Brasil, aliviando a pressão sobre o câmbio.

O comunicado divulgado pelo Copom após sua reunião regular manteve um tom considerado rigoroso pelos analistas, sem indicações sobre possíveis cortes na taxa de juros em janeiro. Esta postura do Banco Central brasileiro, combinada com a decisão do Fed, deve continuar influenciando o fluxo de investimentos para o mercado brasileiro nas próximas semanas.

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