Novo tarifaço afeta 26% das exportações brasileira aos EUA, avalia CNI

Setor de madeira é o mais afetado: 81% das vendas ao mercado americano serão taxadas a partir do dia 22

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Trump em sua mesa na Casa Branca, falando. Ele usa gravata vemelha, terno azul e camisa branca.
(Foto: Thian Pool / Reuters)

A Casa Branca anunciou, na madrugada desta quinta-feira (16/07), uma nova rodada de tarifas que coloca em risco US$ 11 bilhões em exportações brasileiras aos Estados Unidos. A alíquota é de 25% e entra em vigor na quarta-feira (22/07). Ao todo, cerca de 4.000 produtos brasileiros são atingidos, segundo cálculos da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os produtos afetados pelas tarifas incluem móveis de madeira, açúcar e carne suína, e o montante taxado equivale a 26% do total exportado pelo Brasil aos Estados Unidos.

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O setor de madeira é o mais afetado: 81% das exportações brasileiras do segmento para os EUA serão atingidas pelas novas tarifas, conforme aponta a CNI. Na sequência, aparecem minerais não metálicos (56%), químicos (51%) e alimentos (38%).

Dos 13 produtos mais impactados pelas tarifas, o Brasil ocupa a posição de maior fornecedor em 10 deles, segundo a CNI — o que revela que o país concentra protagonismo exatamente nas categorias sobre as quais os EUA aplicaram as alíquotas mais elevadas.

Outro dado relevante: 60% das exportações atingidas são bens intermediários, ou seja, insumos usados pela própria indústria americana para fabricar outros produtos. Na prática, parte do custo das tarifas pode recair sobre empresas dos próprios Estados Unidos.

Exceções reduziram o prejuízo

O governo norte-americano considerou algumas exceções à regra geral. Segundo a CNI, “As novas exceções consideradas pelo governo norte-americano reduziram US$ 2,3 bilhões (R$ 11,3 bilhões) de possíveis prejuízos para a indústria brasileira”.

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A entidade acrescentou que “O resultado reflete, entre outros fatores, as articulações dos setores produtivos dos dois países que participaram das consultas e audiências públicas promovidas pelo USTR [Escritório do Representante do Comércio dos EUA].”

“A CNI seguirá monitorando os desdobramentos das medidas junto às autoridades e ao setor produtivo brasileiro e norte-americano para defender soluções que restabeleçam a previsibilidade, preservem o comércio bilateral e reduzam os impactos para a indústria de ambos os países”, afirmou a entidade.

As tarifas têm como base uma investigação sobre supostas práticas comerciais injustas e discriminatórias.

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