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Jornalista especializada em economia e finanças, Bruna Allemann descomplica o mercado financeiro e orienta sobre as melhores práticas de economia pessoal, investimentos e planejamento financeiro.

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Estudo aponta impactos do fim da escala 6×1 na economia

A economia não é uma ciência exata, mas humana. Estudos econômicos direcionam-se para determinados entendimentos sobre geração de riqueza.

Por Bruna Allemann | Atualizado em
Protesto à atuação do Congresso Nacional na justiça tributária com a taxação dos super ricos, fim da escala 6×1 e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, realizado em frente ao MASP.
Câmera Fotográfica Foto: Paulo Pinto/Agência Brasi

Um estudo sobre alterações na jornada de trabalho brasileira apresenta projeções de impacto econômico que incluem possível contração do Produto Interno Bruto. A análise indica que mudanças na carga horária podem afetar a geração de riqueza nacional. O Congresso Nacional deve analisar propostas relacionadas ao tema nas próximas semanas como uma das prioridades legislativas.

A pesquisa projeta que o PIB brasileiro poderia sofrer contração em torno de 6,2% caso ocorram modificações na estrutura de trabalho sem ajustes complementares no sistema econômico. Essa projeção considera a relação entre custos trabalhistas e capacidade produtiva do país.

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A base para essa estimativa está na dinâmica entre produtividade e despesas com contratações. A redução da carga horária de um colaborador exigiria a contratação de novos funcionários para manter o mesmo volume de produção. Outra alternativa seria o pagamento de horas extras. Ambas as opções elevariam os custos para as empresas.

O estudo apresenta dados sobre a evolução da produtividade no país. Entre 2012 e 2024, o crescimento da produtividade do trabalhador brasileiro ficou em 0%. Esse resultado indica que o aumento de horas trabalhadas não resultou em maior capacidade de produção ao longo de mais de uma década.

A pesquisa apresenta números sobre despesas com contratações. Dependendo do tipo de vínculo empregatício, o custo pode ser até 80% superior ao salário base para quem contrata. Esse percentual se aplica especialmente no regime CLT. Essa estrutura tributária precisaria passar por reformulação para viabilizar mudanças na jornada sem comprometer a sustentabilidade das empresas.

O aumento de custos sem aumento de produtividade afeta a geração de riqueza. Pelo lado humano, trabalhar na escala 6×1, com uma folga por semana, é custoso emocionalmente para o colaborador. O ser humano está precisando de descanso.

A economia não é uma ciência exata, mas humana. Estudos econômicos direcionam-se para determinados entendimentos sobre geração de riqueza.

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