O Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,75% para 14,50% ao ano nesta quarta-feira (29/04). O país permanece na segunda posição do ranking mundial de juros reais, atrás apenas da Rússia. A taxa real brasileira, que desconta a inflação, passou de 9,51% ao ano em março para 9,18% ao ano em abril.
O levantamento foi elaborado pelo Portal MoneYou e pela Lev Intelligence. O ranking reúne 40 economias mundiais.
A Rússia lidera a lista com juros reais de 9,57% ao ano. O Brasil fica à frente de México (5,39%), África do Sul (4,71%) e Argentina (4,48%).
A taxa real combina a inflação projetada para os próximos 12 meses com os juros de mercado para os 12 meses à frente. A inflação projetada está em 4,34%, segundo o boletim Focus do Banco Central.
Em termos nominais, o Brasil está empatado com a Rússia na terceira posição. A Turquia lidera com 37%. A Argentina aparece em segundo lugar com 29%. A Colômbia registra 11,25%. México e África do Sul apresentam 6,75% cada.
Entre as 40 economias analisadas, 85% mantiveram suas taxas no período. Outros 7,5% realizaram cortes. Os 7,5% restantes promoveram elevações.
A taxa média de juros reais entre os países do ranking caiu de 2,18% para 1,8%.
A consultoria responsável pelo levantamento destaca que as perspectivas inflacionárias foram majoritariamente revisadas para cima pelo mercado nos países do ranking, “em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio, com forte caráter inflacionário”.
Leia mais: Copom corta Selic em 0,25 ponto percentual e sinaliza ciclo de juros mais alto e lento




