Rifas clandestinas e jogos ilegais: entenda as acusações contra Ryan SP e Poze do Rodo

Operação investiga rifas ilegais e movimentações suspeitas; defesas negam irregularidades

Por Agência JAGR | Atualizado em
No lado direito há um homem com roupa vermelha e um charuto na boca. No lado esquerdo há um homem com uma corrente de ouro.
(Foto: Reprodução Instagram imcryansp e pozevidalouca)

Operação Narco Fluxo da Polícia Federal colocou os nomes de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo como protagonistas de uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão.

A ação foi realizada na última quarta-feira (15/04), com mandados cumpridos em diferentes estados e no Distrito Federal. Segundo as autoridades, os artistas são investigados por possível participação em uma estrutura financeira ligada à exploração de rifas clandestinas e jogos ilegais.

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Como funcionava o esquema

De acordo com os investigadores da PF, os valores obtidos de forma ilícita eram inseridos no sistema financeiro com aparência de legalidade. Para isso, os recursos eram misturados a receitas provenientes de shows, contratos musicais e publicidade.

Um dos mecanismos apontados envolve a fragmentação de grandes quantias em diversas transferências menores, a estratégia é conhecida como “pulverização”. Em um dos exemplos citados, R$ 5 milhões teriam sido divididos em centenas de operações de cerca de R$ 10 mil, dificultando o rastreamento do valor total.

O papel das redes sociais e dos envolvidos

Segundo a investigação, a visibilidade dos artistas nas redes sociais teria contribuído para ampliar o fluxo financeiro nas contas analisadas. Áudios divulgados pelo Fantástico mostram conversas que indicariam negociações envolvendo valores significativos para divulgação de plataformas.

“As redes sociais são utilizadas para captar seguidores e isso impulsiona o fluxo financeiro nas contas que eles detêm, permitindo que outros recursos de origem ilícita também ingressem e gerem essa confusão”, explica o delegado Roberto Costa da Silva em entrevista ao programa.

No centro do esquema estaria o contador Rodrigo Morgado, apontado como responsável por organizar empresas, intermediar pagamentos e orientar movimentações financeiras, incluindo uso de criptomoedas.

“Nunca é bom falar dos resultados das plataformas, tá ligado? Na época do Tigrinho, estava bom mesmo, eu estava arregaçando”, disse MC Ryan ao contador Rodrigo Morgado, em áudio mostrado pelo Fantástico.

Defesa nega irregularidades

As defesas dos investigados afirmam que não há envolvimento com atividades ilegais. Em nota, os advogados de Morgado sustentam que ele atua dentro da lei, enquanto as equipes jurídicas dos artistas dizem que todas as movimentações têm origem lícita.

A investigação segue em andamento e, até o momento, não há condenação. O caso ainda será analisado pela Justiça.

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